Revista “Vernáculo” nº 14 – Critérios de participação

VERNÁCULO – REVISTA DA ACADEMIA CEARENSE DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ano 41 – Nº 14 – 2018

A participação na edição de 2018 da revista VERNÁCULO atenderá ao que determina o Regimento da ACLP:

CAPÍTULO XII
Da revista impressa e da página eletrônica

Art. 64. A ACLP editará uma revista, intitulada Vernáculo, com periodicidade anual, cabendo ao Diretor de Publicação e Marketing a responsabilidade pela edição. 

Art. 65. O Presidente designará, no início do período administrativo, uma Comissão de Editoração, à qual caberá selecionar os textos a serem publicados. 

Art. 66. Os custos de editoração e impressão serão cobertos pelos acadêmicos que tiverem trabalhos publicados, partilhando-se as despesas proporcionalmente ao número de páginas ocupado pelo seu texto. 

Parágrafo único – A critério do Presidente, a Academia poderá arcar com parte das despesas de impressão na Revista dos trabalhos apresentados nas sessões ordinárias na Hora do Vernáculo. 

Art. 67. O Diretor de Publicação e Marketing se ocupará da distribuição, destinando, aos acadêmicos autores de artigos, a quantidade de exemplares previamente acordada e, aos demais, um exemplar. 

Art. 68. A ACLP manterá uma página eletrônica na internet, operada pelo Presidente ou por um acadêmico por ele designado, a fim de postar, unicamente, informações de caráter institucional, envolvendo a entidade e seus membros.

Parágrafo único – Será reservado espaço para a transcrição do currículo dos associados efetivos, bem como de sua produção intelectual.

Adicionalmente, serão observados os seguintes critérios:

  • Serão aceitos, para publicação, artigos e ensaios com temática voltada para a Língua Portuguesa (que ocuparão um mínimo de 50% do espaço), além de textos literários. Assim se reflete a multiplicidade de gêneros cultivados pelos membros da ACLP, entidade que agrega professores de português e literatura, gramáticos, cronistas, contistas, ensaístas, poetas, jornalistas e outros cultores do vernáculo.
  • Somente serão acolhidos trabalhos de autoria dos acadêmicos (associados efetivos, correspondentes, beneméritos ou honorários).
  • É imperativo que se trate de trabalho inédito em livros, jornais e revistas. Não importa, por outro lado, que já tenha sido publicado em meio digital, como a página eletrônica da ACLP.
  • As colaborações devem ser transmitidas ao Diretor de Publicações e Marketing, acadêmico Italo Gurgel, através de e-mail (italogurgel@yahoo.com.br), até as 24 horas do dia 20 de julho de 2018. O envio formaliza a adesão do autor e a esta edição, bem como a plena aceitação das presentes normas.
  • A participação neste número da revista implica uma contribuição correspondente a R$ 100,00 (cem reais) por página total ou parcialmente preenchida, limitando-se, a cada acadêmico, um máximo de 5 (cinco) laudas em papel A4, com o texto impresso na fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5 (uma linha e meia), com margens superiores e inferiores de 2,5 (dois e meio) centímetros e laterais de 3 (três) centímetros.
  • Caso não se arrecadem os recursos necessários, a ACLP complementará os custos de impressão.
  • Cada participante receberá 10 (dez) exemplares da revista, independentemente do número de páginas apresentado. Aos não participantes, será destinado 1 (um) exemplar.
  • O valor do exemplar para venda avulsa será definido pelo Presidente.
  • Na busca de padronização, nesta edição, a revista terá as mesmas dimensões do número publicado em 2017 e o mesmo projeto gráfico. Serão dispensadas, porém, capa dura e ilustrações.
  • Os textos apresentados serão avaliados por uma Comissão Editorial formada pelos acadêmicos Maria Gorete Oliveira de Sousa, Italo Gurgel e Sebastião Valdemir Mourão.
  • Os autores arcarão com todo o ônus advindo de a erros eventuais, falsas informações, omissões, ou questões ligadas à propriedade intelectual.
  • É imperativo que os textos tenham passado, com antecedência, pela mais rigorosa revisão ortográfica e de conteúdo, não se responsabilizando a ACLP por qualquer falha nesses quesitos.
  • O Editor adicionará um prefácio, de autoria do Presidente, além da relação de acadêmicos e dos membros de todas as diretorias.
  • O lançamento da nova edição da revista fica agendado para o mês de outubro de 2018, de modo a coincidir com o 41º aniversário da Academia.
  • Estas normas foram revisadas e aprovadas na reunião ordinária de junho de 2018.

 

Academia Ipuense convida para a nova edição de sua revista

A Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes prepara o lançamento do nº IX de sua revista – “Ipu na Ibiapaba”. A publicação observará todas as formalidades, incluindo registro no ISBN, código de barras e depósito na Biblioteca Nacional. Prevê-se, igualmente, distribuição para todo o Brasil e outros países.

De acordo com o convite lançado pela entidade, todo acadêmico, ou convidado por acadêmico, poderá participar dessa edição, que reunirá ensaios, artigos em quaisquer modalidades, poemas, contos, etc. Não há limite de páginas, mas deve-se observar as seguintes condições:

  1. O acadêmico deverá estar quite com a Academia Ipuense até 30 de agosto de 2018, para fazer jus à gratuidade de 1 página ou 1/2 folha A4, totalizando, no máximo, 15 linhas, que serão pagas com a arrecadação das contribuições mensais dos acadêmicos. O trabalho que exceder a uma página será pago conforme o item 3 (abaixo).
  2. O acadêmico inadimplente e o convidado pagarão todas as páginas publicadas.
  3. Cada folha A4, letra Times New Roman ou Arial, tamanho 12, espaço 1.5, máximo de 30 linhas por folha, corresponde a 2 (duas) páginas do livro e custará R$ 100,00 (cem reais), que poderão ser pagos à vista, no ato da entrega dos originais em CD, pen-drive ou por e-mail ou ser parcelado em até 2 vezes, desde que seja quitado até 30 de setembro de 2018. Cada participante poderá incluir entre as 30 linhas até 10 linhas de informação curricular do autor, com foto, se preferir.
  4. A entrega dos originais deve ser via e-mail valdemirmourao@yahoo.com.br, em CD ou em pen-drive e poderá ser feita ao acadêmico coordenador da obra, Sebastião Valdemir Mourão. Poderá, ainda, ser enviado pelo correio para o endereço da Academia Cearense de Letras: Rua do Rosário, nº 1, Palácio da Luz – Centro, Cep: 60.055-090. Neste caso, enviar também o comprovante de pagamento correspondente ao número de páginas da sua participação na obra.
  5. Todos os participantes com artigos na revista receberão 4 (quatro) livros por folha A4 paga e publicada, e cada participante com página gratuita poderá comprar 1 (um) exemplar a preço de custo. Qualquer autor de matéria poderá comprar exemplares ao preço de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) a unidade.
  6. Se a cota não alcançar o valor a ser pago, será complementado por um patrocinador que ficará com os exemplares restantes e não pagos, destinando 10 (dez) exemplares para a Academia.
  7. A participação será confirmada com a entrega de cópia do comprovante de pagamento e com a entrega do trabalho até 30 de agosto de 2018. Após essa data, não será possível acrescentar trabalhos por impossibilidades editoriais.

Imprimatur no jardim de Academo

(Para a História da Editoração Acadêmica no Ceará)

Vianney Mesquita*

 Oh! Bendito o que semeia livros a mancheias. E manda o povo pensar! (Antônio Frederico de CASTRO ALVES. * em Castro Alves-BA, 14.03.1847; + Salvador, 06.07.1871).

A primeira vez que tive notícia da palavra editora foi durante a alfabetização, sob a regência da histórica e extraordinária Professora Eunice Leite, na Palmácia dos ‘1950. Foi quando aprendi, decorado e de salto, as letras do alfabeto português, soletrando e escrevendo no Caderno Avante as primeiras sílabas componentes da cartilha Criança Brasileira, com o sinete da Livraria Agir Editora.

Anos depois, fui mais a fundo na noção, quanto tomei contato com a obra de José Bento Monteiro Lobato (1882-1948), jurista de Taubaté-SP que, ocasionalmente, se fez grande escritor, notabilizando-se, em particular, pelo incitamento por ele imprimido à literatura de teor infantil no País, tendo sido, também, editor.

O nome tipografia – impende reforçar – é hoje banido de uso corrente e dos dicionários, em decorrência das fulgurações modernistas e dos sempre renovados processos de composição e impressão introduzidos pela maravilha da Informática.

Conheci a primeira tipografia no ano de 1960, quando entrei para a Escola Industrial de Fortaleza. Ali era, ex-vi da legislação relativa ao ensino técnico-industrial, obrigado a transitar pelas Artes Gráficas, sob o comando do esquisito, mas bondoso, Prof. Antônio Siqueira Campos, de todos conhecido como Mestre Camarão.

Nos bancos da então EIF, hoje (2018) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IF-Ceará, descobri-me com pendores para a escrita, e lá redigia pequenos e enjambrados periódicos (não jornais, pois estes, a rigor e conforme o nome aponta, são diários) de número só, carregadíssimos de adjetivos desnecessários, defeito do qual me corrigi, em parte, por obra e graça do professor canindeense Mário Barbosa Cordeiro, a quem tive, aliás, a satisfação de cumprimentar, no dia 24 de julho de 2017, pela passagem dos seus 96 anos.

Uma vez jornalista de ofício, graduado pela Universidade Federal do Ceará em 1974, onde recebi aulas substanciosas ministradas pelo Prof. Heitor Faria Guilherme (de lembrança saudosa), a Professora Doutora Adísia Sá arranjou-me um emprego de redator na TV Educativa (hoje TV Ceará – Canal 5), ao tempo em que o sempre relembrado Carlos Neves D’Alge – também, como Adísia, jornalista e docente da UFC – era superintendente.

Por indicação do Professor Faria, de novo, entrou Adísia em cena e me levou para ministrar aulas no Curso de Comunicação da UFC, onde, depois, por seleção de títulos, fui efetivado, acumulando legalmente com o emprego da TV.

Após o fastígio dos 12 anos do Mestre Antônio Martins Filho como Reitor (fundador) da UFC, registou-se um hiato no progresso da Instituição, com uma seguinte administração muito fraca, acompanhada de duas, operosas, no entanto ameaçadas e tolhidas constantemente pela espada damoclesiana (Ovídio) da chamada revolução de março.

Seguiu-se o reitorado do intelectual e acadêmico coestaduano, Prof. Paulo Elpídio de Menezes Neto, o qual, então há pouco egresso de altos estudos realizados em França, homem culto e bem relacionado nacionalmente, reformulou totalmente o projeto de publicações da UFC, fazendo das Edições UFC (batizadas por ele) paradigma nacional na seara da editoração universitária, somente “rendendo homenagens” às editoras da UNB e da USP; mesmo assim, diferentemente das demais, os programas dessas instituições possuíam caráter comercial e visavam ao lucro.

Paralelamente às ações docentes, militei nas Edições UFC, onde fui secretário-executivo, ali me demorando oito anos, durante as administrações de Menezes Neto – e de José Anchieta Esmeraldo Barreto – de quem sou coautor em duas obras, o que me agrada e honra sobremodo. Na sequência, fui fazer parte da equipe do Reitor seguinte, Professor Raimundo Hélio Leite, como seu assessor especial.

Vivíssima e operosa, ainda está a Edições UFC, trabalhando a emprego total, arrimada em seriíssimos critérios de seletividade, sob o crivo de uma Comissão Editorial de alçada competência, e hoje encontra-se sob a direção editorial do Prof. Antônio Cláudio Lima Guimarães, profissional competente, produtivo e diligente, de caráter moral e intelectual inatacável.

Depois, então, desses compridos ganchos para introduzir o lance principal da estória, tem-se que, ao assumir a Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, o novo Reitor – o pranteado Prof. José Teodoro Soares – cuidou, entre outras providências urgentes, de instituir as Edições UVA, tendo por fim precípuo conceder vazão editorial aos seus trabalhos de incutir nova cultura institucional junto a sua comunidade acadêmica, derivando, bem pouco tempo depois, para a edição de escritos de real valor, da colheita de seus docentes e pesquisadores.

De efeito, fruto de qualificação do conjunto de professores e investigadores da UVA, por ele estimulada, o acúmulo de originais de boa qualidade foi aumentando, motivo por que foi necessário instituir outros periódicos científicos que calçassem as opiniões e achados havidos como saber novo, produzidos no âmbito institucional. Um desses periódicos, ainda bem vivo, é denominado Essentia – Revista de Ciência e Cultura da Universidade Vale do Acaraú, dirigida, por muito tempo, pelo pesquisador e docente, com diversos livros publicados, Professor Doutor Teobaldo Campos de Mesquita (UFC e UVA).

Essentia sai semestralmente – hoje informatizada – de modo que já foram editados dezenas de números bastante alentados, cujo conteúdo recebe do público especializado no País os mais favoráveis conceitos, em razão da seriedade e mercê da responsabilidade como o seu Colegiado Editorial procede ao selecionar as matérias propostas, consoante ocorre, também, com os seus outros excelentes periódicos.

Em formato de livro, as Edições UVA publicaram centenas sob plural temática, coincidente com estudos de graduação, especialização e mestrado.

Como o óbvio às vezes se absconde – em especial, pro rata temporis – não será ocioso reafirmar a ideia de que o absoluto sucesso do Programa Editorial, como de resto toda a UVA, é creditado ao espírito então aberto, renovador e inovador que presidiu ao trabalho do saudoso Reitor Teodoro Soares, o qual, contando sempre com uma excepcional equipe, sempre dizia sim aos bons projetos e jamais rejeitava por completo os defeituosos, porém os devolvia, a fim de que deles os autores procedessem ao devido saneamento, voltando a oferecê-los à publicação.

Por todos esses resultados, o Programa Editorial da UVA constitui atividade ancilar de relevância, para que o desiderato do Reitor-Fundador de fazer da UVA uma academia de médio a elevado porte, agora, algum tempo depois de seu passamento para a outra dimensão, continue sendo materializado e à plenitude, o que já sucede, com certeza, haja vista a excelência dos seus programas e o aporte de mais projetos, a cada dia trazidos à Universidade, como o de que ora cuido, ocorrência do ano de 1996 (há 22 anos), o que chamo de Imprimatur no Jardim de Academo.

Abertas inscrições para preenchimento de duas cadeiras na ACLP

Edital 02/2018

A Academia Cearense da Língua Portuguesa (ACLP), representada pelo presidente Sebastião Teoberto Mourão Landim e atendendo ao disposto em seu Estatuto, abre inscrições para preenchimento das cadeiras 4 e 21, conforme regulamentação a seguir:

1) Para ser eleito Associado Efetivo, deverá o candidato:a) ser residente e domiciliado no Estado do Ceará;

a) ser residente e domiciliado no Estado do Ceará;

b) ter boa conduta;

c) concordar com o Estatuto e com os princípios nele definidos, mediante declaração de que o leu no Site da Academia Cearense da Língua Portuguesa – aclp.com.br;

d) haver publicado trabalho de natureza gramatical, filológica ou linguística sobre a Língua Portuguesa ou apresentar produção científica e literária que prime não só pelo ponto de vista da expressão linguística portuguesa, mas também pelo valor científico e criatividade literária, méritos a serem arbitrados e mensurados por comissão mista instituída pela Academia para esse fim.

2) A proposta para a admissão de associado será apresentada por 3 (três) associados efetivos e entregue no ato da inscrição.

3) À proposta serão anexados os trabalhos do candidato e seu curriculum vitae.

4) A proposta terá entrada na Secretaria da ACLP em Fortaleza, no Palácio da Luz, nº 1, Centro, até 16 de junho de 2018, das 9 às 16 horas.

5) O candidato proposto apresentará o comprovante bancário de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais), no Banco do Brasil, agência 3296-4, poupança, com variação 51, conta 300.000-1, em nome da confreira Giselda de Medeiros Albuquerque, podendo o pagamento ser feito, também, no ato da inscrição.

6) Deverá o postulante preencher uma ficha, no ato da inscrição, e assinar declaração de que se compromete a frequentar anualmente no mínimo 50% (cinquenta por cento) das reuniões ordinárias mensais e solenes, salvo em caso de justificativas por razões de saúde, aprovadas em ata, e a manter as mensalidades em dia, nunca ficando inadimplente por mais de seis mensalidades, sob pena de perda da condição de acadêmico da ACLP, conforme normas estatutárias.

Fortaleza, 16 de maio de 2018.

Sebastião Teoberto Mourão Landim (Presidente da ACLP)

Inaugura-se nova gestão na Academia Cearense da Língua Portuguesa

Acadêmicos ladeiam Teoberto Landim, após a primeira reunião do novo período administrativos.

Realizou-se na última terça-feira, 27 de março, a primeira reunião do novo biênio administrativo da Academia Cearense da Língua Portuguesa, que agora tem à frente o Prof. Teoberto Landim. A chapa “Todos pela ACLP”, eleita na reunião de fevereiro, foi saudada com entusiasmo pelos acadêmicos, que ora vivenciam, no sodalício, uma etapa de efervescência e otimismo, resultante da profícua gestão, recentemente encerrada, do Prof. Valdemir Mourão.

Ao ser eleito, Teoberto apresentou, como uma das metas a serem perseguidas, nos próximos dois anos, a conquista de uma sede própria para a Academia. Ele também garantiu que todas as principais decisões da entidade somente serão tomadas após ouvir o colegiado. É a seguinte a composição da nova Diretoria da ACLP:

  • Presidente de Honra – Cid Saboia de Carvalho
  • Presidente – Sebastião Teoberto Mourão Landim
  • 1º Vice-Presidente – Sebastião Valdemir Mourão
  • 2º Vice-Presidente – Antônio Vicente de Alencar
  • 1º Secretário – Ana Vládia Mourão de Oliveira
  • 2º Secretário – Marcelo Braga
  • 1º Tesoureiro – José Myrson Melo Lima
  • 2º Tesoureiro – Francisco Felipe Filho
  • Diretor de Publicação e Marketing – Italo Gurgel
  • Membros do Conselho Fiscal – José Ferreira de Moura, Ana Paula de Medeiros Ribeiro e Vicente Júnior
  • Membros da Comissão Interinstitucional – Révia Lima Herculano, Francisco Tarcísio Cavalcante e João Vianney Mesquita