A ESTRUTURA DESMONTADA[1]

Giselda Medeiros – Cadeira nº16

Apresentar A Estrutura Desmontada, em sua segunda edição, é para mim tarefa honrosa, ao mesmo tempo que difícil. Ter sido meu nome escolhido pelo autor para esta incumbência envaideceu-me. No entanto, o como atingir às expectativas causou-me assombro, porquanto sou apenas uma discípula de Érato e Polímnia.

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O HOMEM E A CONQUISTA DOS ESPAÇOS

                            Ana Paula de Medeiros Ribeiro – Cadeira nº 12

Disse Voltaire que “Conquistar não é suficiente. É preciso saber seduzir.” Com esta sentença do prolífico escritor francês, inicio esta breve resenha da obra intitulada O homem e a conquista dos espaços: o que os alunos e os professores fazem, sentem e aprendem na escola (Fortaleza: LCR, 2006), de Paulo Meireles Barguil[1].

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Recensão: Antônio de Araújo – Dos escaninhos da alma

Vianney Mesquita

Há defeitos que, bem manejados, brilham mais do que a virtude. (François Duque de La Rochefoucauld – *Paris,15.09.1613 – +17.03.1680).

Decerto não assiste razão a quem cogita na ideia de uma humanidade dispensada de toda a doença, na fruição de saúde ideal.

Este ponto é objeto de acuradas reflexões por parte de preclaras autoridades da Ciência Médica e seus esgalhos disciplinares e afins, merecendo ressalto o psiquiatra e pioneiro da Neurologia, facultativo estadunidense Walter Riese[*Berlin, 30.06.1890; Richmond (Virgínia), 1976].

Em estudo de 1950- Princípios de Neurologia – à Luz da História e seu Uso Atual, consoante assinala aquele expoente, uma perfeita higidez física e mental faria menos rica a raça de hoje, porquanto um imenso campo de atividade lhe seria poupado e recusado.

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Sobre teoria dos afetos

Giselda Medeiros

Bem-aventurados sejam aqueles que saem pela vida a espargir sementes de Poesia! Porque a Poesia é sândalo. É luz. É emoção. É voo do espírito em sua fecundidade, planando sobre as cousas efêmeras e eternas, consubstanciado em límpidos alicerces de verdade, rumo à incomensurabilidade do Ideal.

Assim, nítida e clara como os cristais, carregada de emoção, chega-nos Neide Azevedo Lopes, a nos oferecer, nesse seu tratado poético, as teorias, os enunciados de sua visão de mundo, trabalhados sob a fina vestimenta de arrojadas metáforas, sinestesias, símbolos e alegorias, para que nós, seus leitores, os decodifiquemos e, desse modo, passemos a partilhar de todas as minuciosidades notáveis de sua poesia, em seus compridos voos de aspirações e inspiração.

Assim é que Teoria dos Afetos apresenta-se-nos sob a embalagem do lirismo, esse fundamento que traz à Poesia as palpáveis cores da emoção, trabalhada num ritmo intenso de luz e cores através de palavras que denotam, sobretudo, a presença do valor visual e emotivo, o que é geralmente produzido pelo efeito das metáforas, inteligentemente, empregadas aqui.

Diante desse arrebatamento emocional, dessa volúpia do sentir, desse grande soluço diante das ansiedades da vida neste caos dos espíritos e dos tempos, ainda nos arrebata, em Teoria dos Afetos, o estilo da Autora. Considerado “o sol da escrita”, o estilo traz força e profundidade à obra, o que está visível no livro em questão.

A Autora sabe trabalhar as palavras, impingindo nelas ora a placidez de uma música suave, ora o estrépito de um trovão. Isso porque Neide possui rara percepção estética e sabe imprimir na palavra as sensações visuais, olfativas, palatais, tácteis, numa exatidão primorosa de visualização estética de cor, forma, som e sabor.

Nossos parabéns, pois, à Neide Azevedo Lopes pela publicação de mais esta primorosa obra. Obrigada, Poeta, por nos deleitar com versos e expressões tão maravilhosos como: “A taciturna tarde tece teias”; “Escorre a noite / lenta, gotejante, morna.”; “Do vão da porta, passam sóis e sombras”; “Esgarçada lembrança”; “A porta emoldura-se em alegrias”; Na sutileza dos teus dedos, cristalizam-se ausências”; “Teus indecifráveis olhos, sentinelas sutis dos meus espaços”; e muitos, muitos outros que nos enternecem olhos, coração e vida.

A obra está, agora, em nossas mãos. Que possamos, pois, apreciar os versos de Teoria dos Afetos, “tecendo sonhos”, ao sabor do “vento acordando a areia”, sob o olhar da “lua, travesseiro de seda”, vestindo-nos com as cores de um esplendente arco-íris, na rumorosa tarde da Poesia.