Predicação verbal – Transitividade verbal (verbo Ir)

Raimundo de Assis Holanda, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 22

Como introito, o dicionário eletrônico, Houaiss, apresenta estes conceitos de predicado.

  1. “Relação semântica existente entre um predicado e um argumento, pelo qual o predicado atribui propriedades à entidade representada pelo argumento”. Ex. A Academia Cearense da Língua Portuguesa congrega plêiades de estudiosos do vernáculo (grifo nosso).
  2. “Aquilo que se afirma ou se nega a respeito do sujeito da oração (p.ex., na frase ele é o maior mentiroso que já existiu, o predicado é quase tudo, com exceção de ele; na frase morreu o maior mentiroso que já existiu, o predicado é morreu)
  3. “Termo ou conjunto de termos atribuíveis, por meio de uma afirmação ou negação, ao sujeito de um juízo ou proposição”.

As gramáticas de nosso vernáculo, de modo especial, as tradicionais, classificam os verbos quanto à predicação em: transitivo direto; transitivo indireto; transitivo direto e indireto; intransitivo; ligação.

Faz-se necessário entendermos o conceito de transitividade.

Mattoso Câmara Jr., In: Dicionário de Linguística e Gramática, 11ª edição, conceitua Transitividade sob dois sentidos: 1) “estrito – necessidade, que há em muitos verbos, de se acompanharem de um objeto direto que complete a sua predicação”. No latim, língua de casos, esse complemento indispensável é expresso pelo acusativo. (V.g. Mater filiam pulchram amat).

O nome TRANSITIVO, dado a tais verbos em latim, decorreu da sua possibilidade de poderem passar para a voz passiva, numa transformação em que o objeto é feito paciente, no caso nominativo. Essa transformação existe em português. (V.g. Pedrinho vê fantasmas; fantasmas são vistos por Pedrinho).

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ACLP lança edital para preenchimento de três cadeiras

Edital 01/2019

Academia Cearense da Língua Portuguesa (ACLP), representada pelo presidente Sebastião Teoberto Mourão Landim e atendendo ao disposto em seu Estatuto, abre inscrições para preenchimento das cadeiras  21, 23 e 33, conforme regulamentação a seguir:

1) Para ser eleito Associado Efetivo, deverá o candidato:

  1. a) ser residente e domiciliado no Estado do Ceará;
  2. b) ter boa conduta;
  3. c) concordar com o Estatuto e com os princípios nele definidos, mediante declaração de que o leu no Site da Academia Cearense da Língua Portuguesa – aclp.com.br;
  4. d) haver publicado trabalho de natureza gramatical, filológica ou linguística sobre a Língua Portuguesa ou apresentar produção científica e literária que prime não só pelo ponto de vista da expressão linguística portuguesa, mas também pelo valor científico e criatividade literária, méritos a serem arbitrados e mensurados por comissão mista instituída pela Academia para esse fim.

2) A proposta para a admissão de associado será apresentada por 3 (três) associados efetivos e entregue no ato da inscrição.

3) À proposta serão anexados os trabalhos do candidato e seu curriculum vitae.

4) A proposta terá entrada na Secretaria da ACLP em Fortaleza, no Palácio da Luz, nº 1, Centro, até 28 de fevereiro de 2019, das 9 às 16 horas.

5) O candidato proposto apresentará o comprovante bancário de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais), no Banco do Brasil, agência 3296-4, poupança, com variação 51, conta 300.000-1, em nome da confreira Giselda de Medeiros Albuquerque, podendo o pagamento ser feito, também, no ato da inscrição.

6) Deverá o postulante preencher uma ficha, no ato da inscrição, e assinar declaração de que se compromete a frequentar anualmente no mínimo 50% (cinquenta por cento) das reuniões ordinárias mensais e solenes, salvo em caso de justificativas por razões de saúde, aprovadas em ata, e a manter as mensalidades em dia, nunca ficando inadimplente por mais de seis mensalidades, sob pena de perda da condição de acadêmico da ACLP, conforme normas estatutárias.

Fortaleza, 28 de janeiro de 2019.

Sebastião Teoberto Mourão Landim (Presidente da ACLP)

Beija-flor

Regina Barros Leal (Membro titular da ACLP – Cadeira nº 24)

Contemplo os pássaros, espargindo alegria
São os beija-flores! Que no canto, encantam!
Descobre-se, no voo, o belo em perfeita harmonia
Como os amores eternos, que nos alcançam e fascinam

As rosas exalam o perfume, o aroma perfeito
Os pássaros sorvem o néctar, com delicadeza
O belo se expande, no magistral pleno feito
A natureza expressa a inspiradora beleza

 Diante desse espetáculo, face ao seu esplendor
Contemplo, em êxtase, o mistério infinito
E as lágrimas mergulham no oceano do amor

 Assim, elevada, escrevo sonetos e lindas canções
Exalto a vida, o cosmo, o universo, a infindável grandeza
Vivendo no agora, registro o poético, das sutis emoções

Dois sonetos decassilábicos de Vianney Mesquita

Até mais, 2018 – Benvindo, 2019!

VIANNEY MESQUITA, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 37, tendo como patrono Estêvão Cruz.

“O dente do tempo rói”. Péssima metáfora, pois o tempo,
velho como já é, já não tem um dente sequer!
(Heinrich Heine. Poeta romântico alemão. Dusseldorf, 13.12.1797; Paris, 17.02.1856).

Ide sozinho, desacompanhado
Do vosso antecessor, meio aziago,
Dois mil e dezessete, um vero estrago
No sonho por bilhões acalentado.

Por terdes mil desditas superado
Eu de vós fiz um junguiano imago
E, a três dias do final, divago
Acerca do bem que haveis operado.

Sem, por demais, me pretender afoito,
A mim nesta passagem o que me move
É de todos vontade, à qual dou coito:

Que tais razões a Providência aprove.
Até mais ver-vos dois mil e dezoito!
Benvindo sois, dois mil e dezenove!

Imponderabilidade
(Para o Filósofo Prof. Dr. Auto Filho)

Márcio Catunda – quadras / Vianney Mesquita – trísticos

Não tenhas a curiosidade de conhecer as coisas ocultas.
 (SANTO ISIDORO. Cartagena – Espanha, 560; Sevilha, 636).

Tragam-me as teorias da Ciência
Para explicar a vida, esse mistério.
De cismar no problema da consciência
Se equivoca o pensador mais sério.

Impulsado com tanta incoerência,
Pela morte, que evoca o cemitério,
Deriva o carrossel da impermanência,
Com o ímpeto voraz de um impropério.

Juntem-se, pois, as metodologias,
E ver-se-á que as gnosiologias
São incapazes de ler o insondável.

Nos rasos laivos das filosofias,
Ao se adicionarem as aporias,
Jamais se adentrará o imponderável!