ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 28/01/2019

Aos vinte e oito dias do mês de janeiro de dois mil e dezenove, no Palácio da Luz, situado na Rua do Rosário, número um, em Fortaleza, a Academia Cearense da Língua Portuguesa realizou a sua reunião mensal. Estavam presentes os acadêmicos Maria Gorete Oliveira de Sousa  (Cadeira nº 1); Francisco Felipe Filho (Cadeira nº 2); Francisco Vicente de Paula Júnior (Cadeira nº 4); Regine Limaverde (Cadeira nº 7); Maria Margarete Fernandes  (Cadeira nº 13);  José Myrson Melo Lima (Cadeira nº 14);  Ítalo Gurgel (Cadeira nº17); Marcelo Braga (Cadeira nº 18); Sebastião Valdemir Mourão (Cadeira nº 19);  Raimundo de Assis Holanda (Cadeira nº 22); Frei Hermínio (Cadeira nº 27); Ana Vládia Campos (Cadeira nº 32); José Batista de Lima (Cadeira nº 36); Sebastião Teoberto Landim (Cadeira 38); Paulo Sérgio Lobão (Cadeira nº 39); Raimundo Evaristo Nascimento (Cadeira nº 40). Justificaram ausência os acadêmicos Maria Luísa, Maria Elias, Giselda de Medeiros, Ana Paula Medeiros, José Ferreira de Moura, João Vianney. A ACLP contou com a presença de três ilustres visitantes: Ritacy de Azevedo, João Dionísio e Francisco Leunam. Na abertura dos trabalhos, o Presidente Teoberto Landim, inicialmente, deu as boas-vindas aos presentes e solicitou ao Segundo Secretário Marcelo Braga a leitura da Ata da reunião anterior. Após a leitura, o Segundo Secretário fez o registro do recebimento de dois exemplares da Binóculo, edições 203 e 204. Em seguida, o Presidente Teoberto Landim reforçou a necessidade de a ACLP ter sua própria sede, até mesmo para preservar o acervo da academia, porquanto, segundo ele, ao assumir à presidência, recebeu do ex-presidente, Valdemir Mourão, duas caixas contendo material da ACLP, mas, por não ter onde pô-las, teme pela conservação e preservação desse acervo. Repassou, então, a palavra ao acadêmico Marcelo Braga, o qual expôs a viabilidade de se conseguir, junto à Prefeitura de Fortaleza, um prédio que possa atender às necessidades da ACLP. Reforçou ainda que os custos de manutenção do prédio e de pessoal ficarão a cargo da ACLP. Devido a isso, o acadêmico Myrson Lima chamou a atenção para os possíveis gastos com uma sede própria, o que suscitou debates por parte dos demais acadêmicos presentes. A acadêmica Margarete propôs uma reunião para discutir melhor o assunto, verificando a seguinte possibilidade: “caso os acadêmicos não assumam os gastos, o que se fazer”; já o acadêmico Valdemir Mourão sugeriu, como um trabalho voluntário e social, a criação de cursos direcionados a estudantes de escolas públicas. Nos informes, o acadêmico Batista de Lima, com pesar, registrou o falecimento do Professor Marcelo Nogueira; o acadêmico Ítalo Gurgel informou que a Biblioteca Nacional solicitou os exemplares de nº 2, 4, 6, 8, 9, 10, 12 e 13 da Revista Vernáculo, reforçou ainda que, se algum membro tiver um desses exemplares disponível e puder doá-lo, a Academia agradecerá; o Presidente Teoberto Landim fez destaque ao livro Valor Simbólico do Professor Valdemir Mourão. Como Ordem do Dia, o Presidente Teoberto Landim expôs o calendário de reuniões de 2019. Informou ainda a abertura do edital para o preenchimento das Cadeiras 21, 23 e 33, cujas inscrições irão de 28 de janeiro a 28 de fevereiro. Na ocasião, o Professor Myrson Lima solicitou a apresentação dos três visitantes e postulantes a membro efetivo da ACLP. Após a apresentação dos candidatos, o vice-presidente Valdemir Mourão teceu comentários sobre o Estatuto e leu o item d do § 1º do artigo 5º. Em seguida, o Professor Raimundo Holanda nos agraciou, na Hora do Vernáculo, com esclarecimentos acerca da Predicação Verbal e Transitividade Verbal. Após a exposição e os comentários dos acadêmicos acerca do assunto tratado, o Presidente deu por encerrada a reunião, convidando a todos para o tradicional lanche das cinco. Nada mais a registrar, eu, Marcelo Braga, Segundo Secretário da ACLP, lavrei esta Ata para que seja lida, discutida e, se aprovada for, assinada. Fortaleza vinte e oito de janeiro de 2019.

ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 28/11/2018

Aos vinte e oito dias do mês de novembro de dois mil e dezoito, no Palácio da Luz, situado na Rua do Rosário, número um, em Fortaleza, a Academia Cearense da Língua Portuguesa realizou a sua reunião mensal. Estavam presentes os acadêmicos Maria Gorete Oliveira de Sousa  (Cadeira nº 1); Francisco Felipe Filho (Cadeira nº 2); Antônio Vicente Alencar (Cadeira nº 11); José Myrson Melo Lima (Cadeira nº 14);  Ítalo Gurgel (Cadeira nº17); Marcelo Braga (Cadeira nº 18); Sebastião Valdemir Mourão (Cadeira nº 19); José Ferreira de Moura (Cadeira nº 20); Raimundo de Assis Holanda (Cadeira nº 22); João Soares Lobo (Cadeira nº 25); Manoel Crisostomo do Vale (Cadeira de 31); Ana Vládia Campos (Cadeira nº 32); Sebastião Teoberto Landim (Cadeira 38). Justificaram ausência os acadêmicos Maria Margarete Fernandes, Maria Luísa, Maria Elias, Giselda de Medeiros, Regina Barros Leal, Batista de Lima, Vicente Júnior, Révia Herculano e Raimundo Evaristo. Na abertura dos trabalhos, o Presidente Teoberto Landim, inicialmente, deu as boas-vindas aos presentes e solicitou ao Segundo Secretário Marcelo Braga a leitura da Ata da reunião anterior. Além da leitura da Ata do mês de outubro, foram também lidas as Atas dos meses de setembro e de agosto. Postas em votação, foram aprovadas por unanimidade. Após a leitura, o Segundo Secretário fez o registro das correspondências direcionadas à ACLP. Em seguida, o Presidente Toberto Landim lançou a ideia de homenagear Horácio Dídimo e Genuíno Sales em uma sessão na qual se possa exaltar o trabalho dos dois acadêmicos. Destacou a necessidade de a ACLP adquirir uma sede própria. Para tanto, afirmou que estava à busca de pessoas influentes para a conquista deste espaço. Reforçou que, no mês de janeiro, continuará articulando com algumas autoridades, as quais possam viabilizar um espaço adequado para nossa Academia. Ao tecer comentários sobre a inauguração da reforma de um determinado espaço no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras, ressaltou a importância de o jornalista Pádua Lopes ter sido eleito para ACL. Comentou ainda sobre a confraternização da ACLP, a qual será realizada no dia 11 de dezembro às 19 horas em local a ser definido. Nos informes, o acadêmico Myrson Lima fez alusão ao aniversário de 99 anos do confrade Mário Barbosa. O acadêmico Ítalo Gurgel informou que fez a divulgação da edição de número 14 da revista Vernáculo, sendo enviada para Biblioteca Nacional, Biblioteca do Senado e para a Academia Brasileira de Letras. Na ocasião, o vice-presidente Valdemir Mourão apresentou, como sugestão, enviá-la também às bibliotecas da UECE e da Unifor, respectivamente, além da Casa do Ceará em Brasília. O sócio correspondente Clauder informou que enviou exemplares da revista para 20 instituições. Ao retomar à palavra, o Presidente agradeceu ao acadêmico Ítalo Gurgel o trabalho e a dedicação à revista Vernáculo. O acadêmico Myrson Lima, antes da Hora do Vernáculo, pediu permissão para registrar a importância de transformarmos alguns professores de Língua Portuguesa, no interior do Estado, em sócios correspondentes, como uma forma de valorizarmos. Após os informes, o Presidente Teoberto Landim anunciou a Hora do Vernáculo com a participação do psicólogo Assis Almeida, cuja palestra se direcionou à importância da autoestima como forma de se conseguir uma ascensão profissional, social e pessoal. Após a palestra, o Presidente deu por encerrada a reunião, convidando a todos para o tradicional lanche das cinco. Nada mais a registrar, eu, Marcelo Braga, Segundo Secretário da ACLP, lavrei esta Ata para que seja lida, discutida e, se aprovada for, assinada. Fortaleza vinte e oito de novembro de 2018.

ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 30/10/2018  

Aos trinta dias do mês de outubro de dois mil e dezoito, no Ideal Club, situado na Avenida Monsenhor Tabosa, 1381, em Fortaleza, a Academia Cearense da Língua Portuguesa, em solenidade, comemorou o seu 41º aniversário. Na ocasião, houve a posse de três novos acadêmicos, a entrega da Medalha do Mérito Cultural Hélio Melo e o lançamento da edição de número 14 da revista “Vernáculo” e do livro “Da Espanhola ao Azulão”. Estavam presentes ao evento os acadêmicos Maria Gorete Oliveira de Sousa  (Cadeira nº 1), Maria Luísa Bomfim (Cadeira nº 3), Vicente de Paula Júnior (Cadeira nº 4), Regine Limaverde (Cadeira nº 7 ), Antônio Vicente Alencar (Cadeira nº 11), Maria Margarete Fernandes de Sousa (Cadeira nº 13), José Myrson Melo Lima (Cadeira nº 14), Giselda Medeiros Albuquerque (Cadeira nº 16), Ítalo Gurgel (Cadeira nº17), Marcelo Braga (Cadeira nº 18), Valdemir Mourão (Cadeira nº 19), José Ferreira de Moura (Cadeira nº 20), Assis Holanda (Cadeira nº 22), Frei Hermínio (Cadeira nº 27), Ana Vládia (Cadeira nº 32), Révia Lima Herculano (Cadeira nº 34), Tarcísio Cavalcante (Cadeira nº 35), José Batista de Lima (Cadeira nº 36),  Teoberto Mourão Landim (Cadeira nº 38), Paulo Sérgio Lobão (Cadeira nº 39), Raimundo Evaristo Nascimento dos Santos (Cadeira nº40). Contamos também com a presença do sócio correspondente em Jucás Anizeuton Leite. O Presidente Teoberto Landim abre a solenidade agradecendo a presença de todos e expondo o importante papel cultural desempenhado pela Academia Cearense da Língua Portuguesa. Após a fala do Presidente, o mestre de cerimônia, o acadêmico Marcelo Braga, registrou e agradeceu a presença dos homenageados e das demais autoridades. Em seguida, convocou a Comissão, formada pelos acadêmicos Batista de Lima, Maria Gorete Oliveira e Paulo Lobão, a conduzir os novéis acadêmicos Vicente de Paula Júnior, cadeira de número 4, patroneada por Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado e Hamilton Cavalcante de Andrade, Raimundo de Assis Holanda, cadeira de número 22, patroneada por José Leite de Vasconcelos e Carlos Neves D’Alge, e Frei Hermínio Bezerra de Oliveira, cadeira de número 27, patroneada por Maximino Marciel e Mário Carneiro Baratta Monteiro. O Presidente Teoberto Landim prestou boas-vindas aos empossandos e entregou-lhes o Colar e o Diploma, insígnias que os tornam membros efetivos deste sodalício. Na ocasião, o cerimonialista, a pedido do Presidente, fez a leitura do juramento junto aos novos acadêmicos. Após o juramento e a entrega do Diploma, o acadêmico Paulo Lobão fez o discurso de saudação. O então empossado Professor Assis Holanda discursou em nome dos novos acadêmicos. Em continuidade à solenidade, a Academia Cearense da Língua Portuguesa entregou aos professores Francisco Nazareno de Oliveira, Diretor-Geral do Colégio Master, e Otacílio de Sá Pereira Bessa, Diretor da Escola de Ensino Médio Adauto Bezerra, a  Medalha do Mérito Cultural Hélio Melo pelo excelente trabalho desempenhado na área da educação, contribuindo, dessa forma, com a ascensão cultural e intelectual de nossos jovens. Para a entrega da medalha aos homenageados, foi convidado acadêmico Professor Myrson Lima. Na ocasião, houve ainda dois lançamentos. O acadêmico Valdemir Mourão apresentou o livro “Da Espanhola ao Azulão” de autoria do Professor Assis Holanda. O Diretor de Publicações da ACLP, acadêmico Ítalo Gurgel, fez a apresentação da edição número 14 da revista “Vernáculo”. Após a apresentação das duas obras, o Presidente encerra o ato solene, convidando a todos a um jantar, servido em um ambiente de confraternização. Nada mais a registrar, eu, Marcelo Braga, Segundo Secretário da ACLP, lavrei esta Ata para que seja lida, discutida e, se aprovada for, assinada. Fortaleza, trinta de outubro de 2018.

ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DE 28/08/2018

Aos vinte e oito dias do mês de agosto de dois mil e dezoito, no Palácio da Luz, situado na Rua do Rosário, número um, em Fortaleza, a Academia Cearense da Língua Portuguesa realizou a sua reunião mensal. Estavam presentes os acadêmicos Francisco Felipe Filho  (Cadeira nº 2), Francisco Vicente de Paula Júnior (Cadeira nº 4), Maria Margarete Fernandes de Sousa (Cadeira nº13), José Myrson Lima (Cadeira nº 14), Ítalo Gurgel (Cadeira nº17), Marcelo Braga (Cadeira nº 18), Sebastião Valdemir Mourão (Cadeira nº 19), José Ferreira de Moura (Cadeira nº20), Roberto Feijó Ribeiro de Sousa (Cadeira nº 30), João Vianney Campos de Mesquita (Cadeira nº37), Sebastião Teoberto Mourão Landim (Cadeira nº 38), Paulo Sérgio Lobão da Costa (Cadeira nº 39), Raimundo Evaristo Nascimento dos Santos (Cadeira nº 40), Sócio correspondente Clauder Arcanjo. Justificaram ausência os acadêmicos Regina Lúcia Barros Leal, Maria Elias Soares, Ana Paula de Medeiros, Giselda de Medeiros Albuquerque, Maria Gorete, Vicente Alencar, Ana Vládia, Révia Herculano, José Genuíno.  O Presidente Teoberto Landim, antes de iniciar os trabalhos, solicitou a presença na mesa do Primeiro Vice-presidente Valdemir Mourão, do Tesoureiro Myrson Lima e do Segundo Secretário Marcelo Braga. Ao abrir a sessão, lamentou a ausência, de forma constante, de muitos acadêmicos nas reuniões mensais da ACLP, mas manifestou esperanças de que, um dia, o número de participantes será bem mais expressivo. Em seguida, o Presidente pediu ao Segundo Secretário Marcelo Braga que fizesse a leitura da Ata da reunião de 28/06/2018.  Posta em votação, a Ata foi aprovada por unanimidade. Nos informes, o sócio correspondente Clauder Arcanjo destacou o lançamento do livro Menino Amarelo de Osvaldo Barroso. Em seguida, o acadêmico Roberto Ribeiro pediu a palavra para manifestar, de forma muito expressiva, o orgulho de ser membro da ACLP e de ter participado de todas as reuniões da Academia, desde sua criação. Antes de ser membro efetivo, frequentava como visitante. Na ocasião, o acadêmico Myrson Lima ressaltou a importância de Roberto Ribeiro para a ACLP e que sempre se fez presente nas reuniões. Na Ordem do Dia, o Presidente Teoberto passou a palavra ao acadêmico Ítalo Gurgel, o qual teceu comentários sobre a confecção e edição da Revista Vernáculo, composta por ensaios, contos, poemas e discurso, além de um apêndice com as informações históricas da ACLP. Na ocasião, apresentou o orçamento de duas gráficas (Prêmius Editora e Expressão Gráfica) com os respectivos valores R$ 4.250,00 e R$ 3.500,00. Posta em votação, o segundo orçamento, por menor valor e manter a mesma qualidade da concorrente, foi aprovado pelos acadêmicos presentes. Após a exposição do acadêmico Ítalo Gurgel, o Presidente sugeriu o Ideal, como local adequado para a festa de aniversário de 41 anos da ACLP, a ser realizada no dia 30 de outubro de 2018. Sugestão acatada pelos presentes.  Ficou definido também que os homenageados com a Medalha Hélio Melo serão o Diretor do Colégio Adauto Bezerra e o professor Nazareno, diretor do Colégio Master. Antes de passar para A Hora do Vernáculo, o Presidente Teoberto Landim, de forma simbólica, declarou empossado o mais novo acadêmico Vicente Júnior, entregando-lhe a Medalha de 40 anos da ACLP. A Hora do Vernáculo contou com a participação dos acadêmicos Valdemir Mourão, o qual teceu comentários sobre a tautologia e apresentou uma lista de frases rotineiras com a presença de redundâncias;  e Ítalo Gurgel, com o texto de sua autoria Assim se chamam nossas lojas, destacando a criatividade de comerciantes e empresários no momento de nomear o seu estabelecimento, não levando, na maioria das vezes, em consideração a pureza do vernáculo, mas o valor utilitário do nome criado, ressaltou também a influência da modernidade na nomeação de estabelecimentos. Após os honrosos comentários dos acadêmicos presentes sobre os trabalhos apresentados, o Presidente deu por encerrada a reunião convidando todos para o tradicional lanche das cinco em que recebem congratulações os acadêmicos aniversariantes do mês de agosto Cid Sabóia de Carvalho, Paulo Sergio Lobão da Costa e João Vianney Mesquita. Nada mais a registrar, eu, Marcelo Braga, Segundo Secretário da ACLP, lavrei esta Ata para que seja lida, discutida e, se aprovada for, assinada. Fortaleza, vinte e oito de agosto de 2018.

Cemitério de galinhas

VIANNEY MESQUITA, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 37 (patrono: Estêvão Cruz)

Dize-me o que comes e dir-te-ei quem és.
(ANTHELME BRILLAT – SAVARIN, cozinheiro francês).

Sempre me comprazeu o fato de haver recebido de meus pais (Maria de Lourdes Campos de Mesquita e Vicente Pinto de Mesquita) instrução religiosa rígida e determinação comportamental esmerada no âmbito doutrinário e da Igreja Católica, Apostólica e Romana.

Desde o uso da razão, estava no Catecismo, na Palmácia dos ’50, Paróquia de São Francisco de Assis, então sob o vigariato do Cônego Joaquim Alves Ferreira, seu titular, de 10 de fevereiro de 1946 a 1 de março de 1956, coadjuvado por seu irmão, Monsenhor Pedro Alves Ferreira (meu padrinho de batismo).

Jamais nos afastamos – meus onze irmãos e eu – desta orientação eclesial de conteúdo tridentino, continuada na Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré, desde que aqui a Fortaleza chegados em 2 de agosto de 1960. Hoje, dez homens e duas mulheres, casados com os mesmos cônjuges desde a celebração matrimonial, moramos em Fortaleza, exceto a irmã mais nova – Lília Mesquita Reyntjens – que reside na cidade de Overijse, Bélgica – União Europeia (bem vizinha a Bruxelas), com o marido, Dirk Reyntjens, e os filhos Paulo e Peter.

Constantemente, também, na obediência à sentença bíblica Servite Domino in laeticiae (Salmo 99,2 – Serve a Deus com alegria), recorro ao bom humor cearensês e me vejo alegre, relembrando passagens brejeiras da vida nordestina – ordinariamente pretextos para piadas e crônicas – sempre ataviadas de complementos da industriosidade cômica regional, ao mesmo tempo em que pretendo servir ao Senhor, conforme o versículo do salmista.

Ler mais…Cemitério de galinhas

Maria, Maria… Ou as vozes das Marias

MARIA GORETE OLIVEIRA DE SOUSA, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 1

“Maria, Maria…
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta”.

Disse o poeta, e a beleza poética é muita, mas não apaga a verdade cruel de sua letra, nem pode abafar a voz de quem, do outro lado da canção, puxa um grito, lá de dentro dos pulmões e quer dizer o contrário:

– Sou Maria sim, e essa é a grandeza de minha vida! Sou Maria sim, mas me recuso a aceitar as doses de veneno que me querem forçar, goela abaixo. Sou Maria sim, mas não quero trocar meu riso por choro, nem vice-versa! Quero rir sim, mas rir, porque rir é bom, não rir do meu desespero, nas horas de infortúnio. Não quero rir para fingir que não choro, ou pior, para satisfazer a uma tirania que me bate, e depois diz “engole o choro”. Quero ter o direito de chorar também. E por que não? Chorar faz parte, e eu quero expressar minha alma pelos olhos quando, assim, o momento requerer. Quero ter o direito de ser coerente e leal às minhas entranhas, e rir meu riso, e chorar meu pranto, como disse  outro poeta. Sou Maria sim, e quero viver, e viver feliz, porque tenho direito à felicidade, e não apenas aguentar a vida, porque isso não é vida. Apenas aguentar é morrer além morte! E eu quero poder transbordar as gotas insubstituíveis de uma alegria de viver, para poder, de mim, florescerem outras vidas com a mesma porção de alegria e equilíbrio, e banir de vez essa cultura do fingir, do corromper, do adulterar. Não quero uma máscara de fortaleza sobre a minha fraqueza. Quero a prerrogativa de equilibrar a minha humanidade entre essas duas dimensões. Eu rejeito a máscara falsa de “superser humano” que me querem colocar aqueles que, intimamente, não me dão senão a pecha de “subser humano”. Não quero ser sobrenatural, desejo simplesmente ser natural, e caber na medida de minha natureza, ou extrapolar esses limites, quando assim me der na telha. Não para provar que sou capaz de ir além, e angariar a concessão de ser vista. Quero minhas metas e limites medidos pelos meus sonhos, não pela hipocrisia que vem de fora. Sou Maria! Ser Maria é ser mulher? Ah, eu sou Maria sim!

Homenagem desta cronista a todas as lindas amigas Marias, que levam nas costas as batalhas desta vida: carregam o piano quando é preciso, e nem sempre dançam conforme a música, porque há bailes que nos obrigam a dançar fora do tom. E há tons que não combinam com o canto dessas Marias! Marias não pelo batismo, necessariamente, mas Marias porque trouxeram do nascimento a marca de ser Mulher!