SOS Português: as dicas do Professor Mourão

A ALFACE OU O ALFACE?

Alface – planta usada principalmente para o preparo de saladas.

Deve-se usar como substantivo feminino. Portanto: a alface, esta alface, etc.

Exemplos:

  • Aquela alface está tão bonita que dá vontade de comer com os olhos.
  • Tem gente que gosta da alface molhada com azeite.

DE TARDE OU À TARDE?

De tarde é locução adverbial de tempo usada em relação a dia não determinado.

  • Ex.: De tarde costumo ler e escrever.

À tarde é usada quando o dia é determinado.

  • Ex.: Ontem à tarde conclui mais um livro.

DEFERIR, DIFERIR

São formas parônimas, com escrita e pronúncia parecidas, mas com significados diferentes.

Deferir: atender, conceder, conferir a, outorgar, despachar favoravelmente.

  • Ex.: Deferi o requerimento, depois de conferir os documentos.

Diferir: divergir, ser diferente, adiar, procrastinar, prorrogar.

  • Ex.: “A voz era a mesma de Escobar, o sotaque era afrancesado. Expliquei-lhe que pouco diferia do que era.” (Machado de Assis).

Tem outras dúvidas? Quer ver outras dicas? Visite o blog do Prof. Mourão: profmourao.blogspot.com

(Sebastião Valdemir Mourão é membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa, onde ocupa a Cadeira nº 19)

Est@mos conect@dos?

 Anizeuton Leite (Membro correspondente da ACLP em Jucás/CE)

Conectar é um dos verbos mais utilizados no momento. Ao utilizarmos tal verbo, passamos a ideia de estarmos inseridos no mundo globalizado e tecnológico, mostramos que dominamos as ferramentas da internet e que temos algo para dizer ou compartilhar com o mundo.

Conectar, quase sempre, é usado no sentido de ligar, unir, juntar, sejam pessoas ou ideais. Mas será que est@mos conect@dos? Estamos realmente unidos às pessoas?  Compartilhamos vídeos, fotos e textos nos meios de comunicação, mas será que estamos compartilhando sentimentos verdadeiros? Parece que não.

Conectar a si mesmo, nesse mundo iluminado e barulhento, não é tarefa fácil. E quando não visitamos a nossa morada interior nos tornamos vazios e passamos a viver de aparências. Prova disso é que a depressão, mal deste século, tem arrasado a vida de muita gente. Pessoas que nas redes sociais parecem viver uma vida de alegria e glamour, mas em casa choram suas dores e borram a mesma maquiagem que usaram para postar mais um vídeo nas redes sociais fazendo caras e bocas.

Conectar-se às pessoas que moram ou convivem diariamente conosco também é tarefa difícil. Estamos cada vez mais juntos e ao menos tempo separados. Parece contraditório, mas não é. Pais reclamam do isolamento dos filhos, casais pouco dialogam, pois têm a atenção voltada para as mídias sociais. Recentemente, uma pesquisa revelou algo assustador sobre a relação entre os celulares e os jovens. A pesquisa apontou que mais de 50% dos jovens consideram o celular o seu melhor amigo.

As relações humanas têm esfriado. O abraço está menos demorado, o olho no olho transformou-se num emoticon, o diálogo está minguando e a vida dura e real está sendo substituída por anestésicos produzidos pela vida virtual. A alegria é postada nas redes sociais, mesmo que a tristeza seja uma companheira inseparável.  Enquanto isso, na frente do computador, um ser sem coração e alienado tecla mais uma mensagem.

Rimas invariáveis (1)

Vianney Mesquita (Membro titular da ACLP – Cadeira nº 37)

Um panegírico à pessoa humana. Homenagem ao Prof. Valdemir Mourão (docente universitário e imortal titular (ex-presidente) da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Escritor e poeta).

Prof. Valdemir Mourão, 1º Vice-Presidente da ACLP

A minha sorte s’esvaiu porque,
Ao vê-la sempre com desejo tanto,
Para comigo a conservar, conquanto
Não atinasse jamais para quê.

Embora sem conhecer, entretanto,
A razão de querer vossemecê,
Obedeci a intenção; portanto,
Perdi-a logo sem ver nem por quê.

Assim, um semiderrotado, entanto,
Na esperança sigo, por enquanto,
De, no amor, lograr Sua Mercê.

Auspicioso, pois, um tanto quanto,
Faço tudo de lícito, contanto
Que um dia possa reaver você.

(1) De estudo, nenhum dos pés do soneto tem rima com as classes de palavras variáveis – substantivo, artigo, adjetivo e verbo.

O discurso do Mérito

RAIMUNDO EVARISTO NASCIMENTO 

(Membro titular da ACLP, onde ocupa a Cadeira nº 40. Pesquisador de Línguas Clássicas, Especialista em Psicopedagogia. Professor de Língua Portuguesa da UVA, da Faculdade Luciano Feijão e de Cursinhos Pré-vestibulares.)

Prof. Raimundo Evaristo

Parafraseando René Descartes, desde o título dado a este singular opúsculo, eu diria clicheisticamente, ao estilo de Tristan Tzara, que NADA É POR ACASO. É impossível homenagear alguém do nada, por não ter feito nada, por não ter sido nada. Isso posto, convém dizer que os homens a quem sucedemos esta noite, dignatários destas cadeiras e desta casa, engrandecem-nos, principalmente por quem são e, mais ainda, pelo que fizeram. Portanto, é de bom alvitre externar aqui, com a máxima vênia, o quanto estamos honrados de tomar assento à mesa de tão denodada instituição e sucedendo duas figuras tão impolutas, o estudioso Candido Jucá Filho e o professor Rogério Bessa. 

É, acima de tudo, pertinente dizer que a honra a nós ofertada e, antes, a eles merecida vem em justíssima e boníssima hora, porquanto, vivos, teremos este momento como uma insigne coroa que há de se juntar ao brilho próprio com o qual cada um sempre se aureolou, posto em berço, como os óculos machadianos do bom senso em uma de suas célebres narrativas. Cândido Jucá Filho e Rogério Bessa foram, então, desbravadores que, na mata densa dos estudos sobre a Linguagem, abriram largas veredas pelas quais, em iluminação, passei como aluno a trilhar o meu próprio caminho, conquanto até hoje, como no Poema de sete faces, de Drummond, eu tenha vivido um tanto gauche e nas sombras. Tenho, portanto, muito que agradecer.  

A Cândido Jucá, além da incansável figura do pesquisador, de textos utilíssimos como o Dicionário escolar das dificuldades da Língua portuguesa, A Gramática de José de Alencar, A pronúncia brasileira, ou mesmo o prelúdio do grande estudo da linguagem como se evidencia em sua monografia O fator psicológico na evolução sintática: contribuição para uma estilística brasileira(1933), defendida na Universidade de Coimbra, berço dos grandes estudos sobre a gramática da Língua Portuguesa.  

A ele cabe a utilização efetiva dos tropos (em seus efeitos) e a agudeza do gênio ensaístico, como se observa em O pensamento e a expressão em Machado de Assis, ou, ainda, a sutileza de seus poemas e o fantástico de sua prosa como se percebe em Pedrinhas no meu mosaico, O crepúsculo de Satanás e Noite insone. A prodigalidade dos seus estudos e de sua prosa de ficção ratifica todas as honras que ora lhe são conferidas e às quais se vinculam essas humildes palavras. 

Poeta e professor Rogério Bessa.

Quanto a Rogério Bessa, eu poderia afirmar que nascemos vizinhos. Ele, na distinta e sempre próspera Baturité; eu, na menos afortunada Guaiúba, embora tudo seja pedra no meio do caminho. Em menino, Rogério Bessa fez os estudos primários nas Escolas Reunidas de Acarape. Depois, fez o terceiro ano no Liceu do Ceará (1963). Desde 1965, era funcionário do DNOCS, porém pediu exoneração em 1971. Licenciou-se em Letras e, em 1967, tornou-se professor da Universidade Federal do Ceará.  Depois, ingressou em uma pós-graduação no Rio de Janeiro, tornando-se mestre e doutor em Letras Vernáculas (1988). Teve como orientador o não menos ilustre Celso Ferreira da Cunha. De volta ao Ceará, coordenou o Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística – UFC.  

Conheci-o pessoalmente em Fortaleza, lecionando na Universidade Federal do Ceará. Era comum ver, nos olhos vivos de seus alunos, a alegria de terem aula com um mestre tão imbuído de competência, de dedicação e de sabedoria. Depois, voltei a vê-lo na década de 90, em Sobral, como professor do curso de Letras da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Na mesma época, soube de um importante trabalho seu, ao lado de outro grande vulto da língua portuguesa, José Alves Fernandes, de quem também sou discípulo e pelo qual tenho muito apreço. A pesquisa versava sobre a presença dos ciganos na cidade de Sobral, sua cultura, suas crenças e, mormente, sua linguagem. 

Depois de publicar Comunidade cigana em sobral (2004), estudo de relevo nacional, Rogério Bessa, que já era uma referência em estudos linguísticos, coordenou a equipe que produziu o Atlas Linguístico do Estado do Ceará, um mapeamento lançado em 2010 com diversas formas de falar do cearense, resultado de pesquisa para cuja conclusão durou 17 anos. As informações subsidiam estudos de linguistas, de lexicógrafos, de gramáticos, de historiadores, de sociólogos e de pedagogos. A ideia de elaboração do Atlas surgiu nos anos 1970, dentro do Núcleo de Pesquisa e Especialização em Linguística do Centro de Humanidades da UFC.  

O professor Rogério Bessa também se dedicou à poesia com os livros Poesia em dois tempos (1968), Praxiscópio (1970) e Redescoberta de Orfeu (1999), exatamente porque integrou um grupo de poetas da Literatura Cearense, o Grupo SIN, uma geração de poetas cearenses que viveu em 1968, literalmente escrevendo entre o Sim e o Não da Ditadura Militar. O Grupo SIN ainda tinha nomes como Pedro Lyra, Horácio Dídimo, Roberto Pontes e Linhares Filho. Foi ainda professor do Departamento de Letras Vernáculas e da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Mattos (FAFIDAM), em Limoeiro do Norte e da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, onde tive o orgulho de lecionar a mesma disciplina deixada por ele.  

Poeta e ensaísta, publicou inúmeros textos sobre Língua, Linguagem, Linguística e Literatura. Em seu favor, cultuou o estilo acadêmico, a ponto de dizermos acertadamente que seu modo de escrever era pautado, sobretudo, pelo zelo, pela importância do que fazia e pela forma como o fazia, em detrimento do oportuno, da mera vaidade, aspectos tão presentes neste mundo hedonista e narcísico. Seu texto beirava o erudito, o que o tornava inóspito ao leigo, contudo se mostrava convidativo a todo amante da língua portuguesa, razão pela qual era tido como um dos grandes esteios desta casa.  No que tange a esse particular, são muito adequadas e oportunas as palavras do próprio Rogério Bessa, ao enunciar:   

“Poeto a meu modo / tenho meu modo de ser//muito pouco me incomodo / se meu modo não se vê/ (…) “Escrevo e pronto/[…]/ ninguém tem nada com isso” 

Tributo a Jorge de Lima

Batista de Lima (Membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 36)

Jorge, essa esperança, que pões nos braços dos meus combalidos sonhos, é uma embarcação embriagada que se esqueceu do porto de chegada. Antevejo-me chegando por aí e encontrando Murilíssimo ao lado de Deus e tu latejando épico do lado esquerdo divino. Por aqui não está fácil plantar jardins além da dor, nem contar estrelas verdes que se banham no leite profundo que do sonho emerge. Dos porões dos teus versos uma capoeira trescala mitos entre a água do açude e o fogo da fornalha em que se enterram sete lastros de perguntas.

Alagado de Alagoas, mergulhaste no Rio, criando peles para um mundo órfão de texto e teto, quase incurável de incertezas. Nesta manhã umbrosa em que te escrevo, um sol apodrecido borra as margens que a aurora fluviou. E teus pés amarrados de certitudes e certidões não torcicolaram as atitudes. Por isso que, no calor do dia, interrogavas por que, maduros pelos dias, cambitávamos o sol e o sal da terra que nos viu ver a vez primeira. É que no profundo das coisas, coisas outras se erguem em pedidos de socorro, querendo a palavra teto, carapaça protetora para enfrentar o mundo.

É, de Lima, teus cantos doem, corroem e limam nossos nós. Tu vês que no grande ser profundo, a musa intacta dorme e muita coisa palustre e bela mostra sua garupa. Basta, pois, de tocares a campainha, se não queres ingresso na choupana do simples. Sou feito de palavras ancestrais que se vitimam diante de teu arcabouço de novos signos. Naquela terra que me viu brotar, os cavalos adivinham as chuvas, os galos marcam as horas e os sapos festejam as chuvas. Por isso que, se nesses verbos, de mim sinto falta, culpo teu estro que me manda suspender a frase e engolir a fala.

És inúmero em encantamentos, poeta. Esse despir-se das coisas te fez ilha, onde um copo de água te faz marinheiro num veleiro sem velas. Do teu peito de cordas, plangem as epopeias de um passado desenterrado. Não é fácil fluviar entre cardumes de mitos, por isso perco meus braços com o peso dos teus manuscritos. Afinal, nas águas que sobraças, dançam peixes devassados. Nas águas que te verbam tudo é lícito e sagrado. Nas águas que salitras, tudo redura de retornos.

Prezado esculápio, tua febre felpuda, toda vestida de tardes, é a mão pesada de Orfeu em delação de coisas findas. Por isso que nessas horas despencadas, abrimos nossos bolsos de condutas e liberamos as musas que acabamos por matá-las. Mesmo assim serás dia onde a noite for reinar, pois teus versos não se abatem onde há trevas, nem têm medo da carranca das lonjuras. Por isso que dorme e sonha, no dentro escuro do teu poema, uma vertigem de longo sono, amarrada no silêncio do semblante. Quando lambes a placenta do signo, um cavalo, todo feito de léguas, interpreta, lendo comigo os teus versos. Daí que são fiéis as palavras e as dores que me ligam a ti.

Estimado vate, também gosto da hospitalidade da poesia, com seus mares de símbolos latentes, neste mundo de aconteceres procelosos. Enquanto a grande noite não me golfar de sombras e terrores, vou por aqui roendo tua poesia pelas beiradas do verso. Se a noite e a floresta se deitam juntas nos teus versos é porque os soluços da treva procuram falar pela garganta das coisas. Acho culminante quando, do âmago do nada, extrais cordilheiras para o leitor escalar sem freios. Acontece que também há momentos em que teu verso é tão amargo que espanta os passarinhos que no estômago guardamos.

Senhor menestrel das figurações, plantaste eternidades nos teus roçados verbais, e agora colhemos os frutos, fora aqueles bicados por incertezas que perdemos tragados pela pressa. Na união dos teus palmares, aquele cordão que te ligou à mãe por lá te espera ligando o céu à terra. Quanto aos ocasos, por lá eles vagueiam pelas asas dos insetos. Lá uma noite perdida sai vagando montanha acima, gritando teu nome e repetindo teus versos. Tuas imagens e melodias dançando entre o épico e o lírico vão pintando este Brasil de caboclo de mãe Chica e pai João. Por isso, ao tentar atravessar esse caudaloso rio de imagens que criaste, quase me afogo no meio dessa multidão de mitos e metáforas que inventaste.

Querido amigo Jorge de Lima, assim como os generais, também foste partido quando partiste. Agora as raízes das tuas terras perderam a rega que teu gênio alumiava. E enquanto teus olhos me espiam tristes pelas frechas das oitavas, ainda rastejo rascunhando meus quartetos coxos e canhotos. Assim, as palavras me devolvem seus silêncios, todas rouquenhas de por ti tão possuídas.  Portanto vou agora olhar a lua no seu banho sobre as águas, enquanto as palavras descansam como noivas depois que se lançam no teu colo. Enquanto isso, vou amando as pessoas e utilizando as coisas que nos enganam com seus pelos. Agora que o sol se põe triste em despedida, quero te dizer que se um dia perguntarem pela floração do meu plantio de símbolos, vou dizer que foi por teres inventado as sementes que plantei.

Hölderlin e dois sonetos decassilábicos

Hölderlin conseguiu sintetizar em sua obra o espírito da Grécia antiga.

Johann Christian Friedrich Hölderlin nasceu em 20 de março de 1770, em Lauffen, Alemanha, e morreu em 7 de junho de 1843, em Tübingen.

Amigo de Hegel e Schelling, na Universidade de Jena conheceu Schiller e Goethe. Tornou-se um dos grandes poetas de todos os tempos e, ao lado de John Keats, um dos mais influentes na modernidade. Com ele, a cristandade encontra a Hélade arcaica. Praticou, como poucos, a ode pindárica e os hinos órficos. O que era filologia clássica ou artifício poético consciente em Goethe e Schiller, transformou-se, para Hölderlin, em realidade. Seu classicismo parece mais real, porque o poeta acreditou, de fato, nos deuses e na interferência do destino. Como nos românticos, a natureza está presente em sua poesia, mas é uma outra natureza, ligada ao mundo mítico pagão da Grécia.

Aqui, o grande vate inspira, inicialmente, um soneto do poeta e diplomata Márcio Catunda, membro correspondente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo. No rastro dessa pequena joia, o poeta, escritor e jornalista Vianney Mesquita, membro da Academia Cearense de Língua Portuguesa, produz outro soneto, igualmente decassilábico, perquirindo a “versificação alentadora” do bardo amigo.

Hölderlin

Márcio Catunda

Hölderlin, em delírio, concebia
Os Alpes prateados como altares,
Tanto se dedicou à poesia,
Que fez dos deuses seus sublimes pares.

Com paixão férvida e neurastenia,
Sentiu a Grécia em todos os lugares.
Foi oráculo da mitomania.
Para Diotina fez os seus cantares.

De Empédocles veio todo o empenho
Começado na vida anterior.
Foi apenas um doido preceptor,

Conquanto demonstrasse o desempenho
De um mago celestial superior
Das benesses de Deus merecedor.

Hölderlin Catunda

Vianney Mesquita

Vê-se inopino em Márcio Catunda
Insuflação deífica, sedutora.
Metros de um bardo, medida fecunda,
De paz, à vida amarga concessora.

Em versificação alentadora,
Súbito alteiam a alma moribunda
Versos volantes, voz preceptora,
De rejeição à derrota rotunda.

De vez em quando supera Bilac,
E excede o percuciente Condillac,
A fim de agasalhar a glória fida.

Em fé cristã já se achegou a Isaac,
Fez bom liame com Honoré Balzac
E é dos melhores Hölderlins da vida!