Discurso de Recepção – Posse 29/10/2016

POSSE SÊXTUPLA NA ACADEMIA CEARENSE DA LÍNGUA PORTUGUESA

Vianney Mesquita

A  língua é um instrumento cujas
molas não convém deixemos ranger.
(RIVAROL).

(Antes de ferir esta oração, homenageio, nos 39 anos de criada a Academia, a figura emblemática de um dos instituidores deste Silogeu, o acadêmico e linguista Itamar Santiago de Espíndola, o qual se dizia quêfobo).

Esta referência descansa na ideação de não empregar, na elocução a ser proferida, em nenhuma ocasião, a palavra que).

Conquanto expressa recorrentemente, no entanto sem se tornar chavão, invito a sentença latina procedente do moto filosófico configurado na Escolástica: Esto brevis et placebis.

Embora suficientemente embaraçoso, pelo mundo de novos acadêmicos presentemente distinguidos, obedeço ao Serei breve para ser agradável, o lacial anexim expresso com vistas a não atemorizar os circunstantes com a imaginável longuidão da minha homilia (nisto não incorrerei), ao recepcionar meia dúzia de lentes, ora tornados partes titulares desde Sodalício, hoje com 39 anos perfeitos, em pleno vigor de atuação, desde quando fundado a instâncias do inolvidável mestre maior, cujo nome pronunciamos com saudade e respeito: Professor Hélio de Sousa Melo.

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Sursum corda!

Vianney Mesquita

Contabiliza-se, em 2016, o período de 790 anos, considerado desde o trânsito do Santo de Assis, ocorrido em 04 de outubro de 1226, depois de sua caminhada pela Terra inscrita no exemplo e na prática da mais absoluta indigência, como medida para modelar os procedimentos de seres a quem o Pai concedeu inteligência, com o propósito de conduzir a Anima nobili à Glória Celestial.

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O HOMEM E A CONQUISTA DOS ESPAÇOS

                            Ana Paula de Medeiros Ribeiro – Cadeira nº 12

Disse Voltaire que “Conquistar não é suficiente. É preciso saber seduzir.” Com esta sentença do prolífico escritor francês, inicio esta breve resenha da obra intitulada O homem e a conquista dos espaços: o que os alunos e os professores fazem, sentem e aprendem na escola (Fortaleza: LCR, 2006), de Paulo Meireles Barguil[1].

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NILTO MACIEL, LITERATO A MANCHEIAS

Vianney Mesquita*

Observa-se hoje, nas letras, uma crescente inflação de publicações, a qual segue exatamente a da moeda, com a mesmíssima depreciação do papel produzido (Fernand Henri Vanderem. * Paris, 1864; + 1939).

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