MAR TEMPESTUOSO

Vianney Mesquita*

 

Oh, Mar, solitário noivo da tormenta, inutilmente é que ergues as ondas para seguir teu amor! (Rabindranath Tagore).

 

Sou na essência um bote que navega

No embalo alucinante e aterrador;

Nada mais do que humilde pescador

Por vagas netunais embevecido.

 

Fitando qual um louco a espuma cega,

Pelejas d’água e areia vejo um ror;

Desencadeia um turbilhão de dor

E o rude escaler vira vencido.

 

Talvez mais tarde queira a calmaria

Eu seja a mansa linfa e que, um dia,

Beije e abrace as ondas virginais.

 

A vida, entanto, é mar tempestuoso,

Dançando acelerado e tenebroso,

Numa perene orquestração de ais.

ÓCIO-PURO

Fazer nada é forjar em forno frio,

É fazer fé na fronte dos malucos;

É atiçar lamparina sem pavio

E duvidar da liquidez dos sucos.

 

Fazer nada requer regar o rio,

Remar a ré no rastro dos caducos.

É, cegamente, acreditar num fio

De masculinidade nos eunucos.

 

Fazer nada é, por final, amigo!

É o cogitar em certas ilações:

Na certeza iminente de perigo

Que a lazeirenta fome dos leões

Costuma produzir nos corações

Que os cardiopatas conduzem consigo!

 

(Extraído de MESQUITA, Vianney in: Repertório Transcrito – Notas críticas ativas e passivas. Sobral: Edições UVA, 2003. Os tercetos se baseiam em ideia do dr. Remo Figueiredo Filho)

A R T I G O – História Literária Cearense

José Edmar da Silva Ribeiro*

No momento em que se aproximam a instalação e a posse dos primeiros árcades da recém-instituída Arcádia Nova Palmaciana (Palmam qui meruit ferat), cuja fundação foi aventada pelo escritor e agente principal deste artigo, em homenagem ao novel instituto cultural e científico, tenciono com o texto preencher uma lacuna relativa às informações (não equívocas, porém, incompletas) a respeito de fatos sem o devido e importante registro, o que é necessário para reempossar a história no seu verdadeiro lugar narrativo e comprometido com a verdade.

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APRECIAÇÃO LITERÁRIA JUVENTUDE, PROFESSORES E ESCOLA

Ensino como quem reza – com a alma genuflexa (FILGUEIRAS LIMA).

Foi imensa a satisfação de ler o livro-título deste comentário, de autoria da Professora-Doutora Kelma Socorro Lopes de Matos, docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, indicativo da prontidão intelectual desta investigadora de tão boa crase, cujos estudos são constantemente revigorados no campo da Ciência de Paulo Freire e de seus ramos disciplinares e afins, os quais ela demonstra com maestria dominar.

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