Absolutamente

Significa completamente, ilimitadamente, inteiramente, de modo absoluto; de modo nenhum; de jeito algum; sem dúvida que sim; certamente que sim.

Atualmente este adv. passou a ser usado como partícula de reforço e outras vezes como simples negativa. É comum ser usado, na pronúncia, com uma 3ª tônica, incluindo um -i após a 1ª sílaba -ab (abisolutamente). Este procedimento é incorreto, porque se deve proferir o -b levemente (absolutamente). Exemplos:

1) – O que se espera dos atuais políticos

brasileiros? – Nada, absolutamente nada.

2) Não aceito absolutamente que você aja

dessa forma = de jeito algum.

3) – Você deseja passar no concurso?

– Absolutamente = sem dúvida que sim.

Silabada

Denomina-se silabada o erro de pronúncia resultante do deslocamento do acento. Em português, existem palavras com tonicidade na penúltima (a maioria), na última, ou na antepenúltima sílaba, como em fácil, cidade; vatapá, murici; pêndulo. São rotuladas de paroxítonas, oxítonas e proparoxítonas. É o chamado acento prosódico. Nem todas, no entanto, têm essa tonicidade representada graficamente. Na série acima, inexiste acento gráfico em cidade e murici.

A troca errônea do acento prosódico revela-se um fenômeno comum entre os falantes. Arrolamos alguns exemplos de pronúncias consagradas pela língua-padrão que são frequentemente objeto de dúvida, ou de erro (silabada): aziago (á) – de mau agouro; bênção (ê); ruim (im); rubrica (bri); fortuito (ui); circuito (ui); gratuito (ui); recém (ém); Nobel (el); cateter (ter) – instrumento tubular usado na medicina; ureter (er) – cada um dos canais que liga os rins à bexiga; têxtil (êx); recorde (cor); ibero (bé) relativo à Espanha, à Península ibérica ; novel (el) – novo; decano (ca) – o mais antigo no cargo ou na função; crisântemo (ân) – pequeno arbusto ornamental; Lúcifer (ú); filantropo (trô); ínterim (ín) – intervalo de tempo; batavo (tá) – holandês; masseter (ter) – músculo facial; pegadas (gá) – rastros; Gibraltar (tar); Niágara (á); anidrido (dri) – composto que deriva da desidratação de um ácido; tânatos (tâ) – a morte; aríete (rí) – máquina antiga de guerra; avaro (vá); maquinaria (ri) – conjunto de máquinas; maquinário (ná) – sinônimo de maquinaria; libido (bi) – energia que provém do instinto sexual; pletora (tó) – aumento de sangue que provoca distensão anormal nos vasos; policromo (cro); opimo (pi) – excelente; efebo (fê ou fé) – jovem, mancebo ; ciclope (clo) – figura mitológica de um olho no centro testa ; cartomancia (ia); ágape (á) – banquete; bávaro (bá) – natural da Baviera; pudico (di) – que denota pudor; impudico (di); quasímodo (sí) – monstro, indivíduo mostrengo; mercancia (ci) – comércio, negócio; tulipa (li); bímano (bí); égide (é) – proteção, apoio, amparo; prístino (ís) – antigo, primitivo, prisco; zéfiro (é) – brisa, viração, vento brando e agradável; trânsfuga (âns) – desertor; revérbero (vér) – luminosidade; sátrapa (sá) – tirano, déspota; druida (úi) – antigo sacerdote celta; végeto (vé) – vegetativo; forte; robusto.

Há palavras que, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (5ª. Edição, 2009), editado pela Academia Brasileira de Letras, são registradas com dupla grafia e duas pronúncias : a culta e a popular: tríplex ou triplex; dúplex ou duplex; xerox ou xérox; Oceânia ou Oceania; ômega ou omega – a última letra do alfabeto grego; boêmia (adjetivo), boemia (substantivo); zângão ou zangão; lêvedo (adjetivo), levedo (substantivo); zênite ou zenite (ni) – ponto em que uma linha perpendicular ao solo encontra a esfera celeste acima no horizonte; auge; culminância ; acróbata ou acrobata – equilibrista; projétil ou projetil (til); hieróglifo (ró) ou hieroglifo (gli) – escrita antiga dos egípcios; sóror ou soror (rôr) – freira, religiosa; resístor (í) ou resistor (ô) – componente elétrico; reostato ou reóstato – resistor usado para controlar a corrente elétrica em circuitos; edito (lei), édito (ordem judicial); alcíone (ave fabulosa, dos antigos; uma das sete estrelas das Plêiades), Alcione – nome personativo; sutil (til) – fino, quase imperceptível; sútil (ú) – cosido; réptil ou reptil; ambrósia – planta, ou ambrosia – manjar dos deuses, comida deliciosa; ortoepia ou ortoépia.

Enquanto a ortoepia se ocupa da reta pronúncia das palavras, a ortografia rege a correta escrita. A prosódia, que trata unicamente da acentuação tônica, constitui-se um capítulo da ortoepia. A silabada, por deslocar o acento, constitui-se erro de prosódia.

Prof. Myrson Lima – 28.9.2015

Boca quente

a) Significado: Lugar ou situação perigosa.
Exemplos: Rapaz, não vá para aquela favela, porque lá é boca quente.

O deputado enfrentou uma boca quente ao conversar com os eleitores.

b) Estrofe de Josenir Lacerda
Quem se mete em boca quente

Enfrenta risco e perigo

Está sujeito a uma surra

Ou mesmo ao pior castigo

Com encrenca se depara

Termina quebrando a cara

Ou arranjando inimigo.

Do tempo do bumba

No tempo do bumba meu boi.

a)Significado: De uma época muito antiga.

Exemplos: época dos bondes em Fortaleza; do tempo da escada rolante da Lobrás.

Tomar pega-pinto na Praça do Ferreira.

Lanchar no Abrigo Central

Comprar nas Casas Pernambucanas do centro da cidade.

Fumar cigarro Bebê

Tomar banho de chuva nas bicas da casa

Andar no Circular da Empresa Moreno.

b) Estrofes de Nezite Alencar (Academia dos Cordelistas do Crato) e de Pedro Fernando Malta

O que é “tempo do bumba”?

É tempo velho passado,

Aquilo que não é mais,

mas será sempre lembrado

Tudo que saiu de moda

E está no baú guardado.

Eu sou do tempo do bumba

Da rabeca e concertina

Do bota pó, tira pó

Da titia vitalina

Do tempo que se usava

No cabelo a brilhantina

Eita, eita pau e eita ferro

a) Significados
As três interjeições são usadas no Nordeste para exprimir espanto.

– Eita (sozinho) exprime espanto, surpresa, contentamento, vibração, estímulo.

Eita, vida. Eita, bicho feio. Eita Paraiba, mulher macho sim, senhor.(Luiz Gonzaaga)

– Eita pau ou Eita ferro

É também espanto, surpresa diante de algo ruim.

– Eita-ferro!

b) Estrofe de Dalinha Catunda da Academia Brasileira de Literatura de Cordel – RJ)

Eita pau! Papai dizia,

Quando eu fazia besteira:

Esta menina levada

Vai entrar no pau pereira!

Batia, sim, sem ter dó,

Descia mesmo o cipó,

Nesta morena brejeira

Em riba

a) Significados
Riba é a margem elevada de um rio; colina sobranceira a um rio; ribanceira. No cearensês:

– Tudo em cima tudo bem, tudo certo?

Em espanhol também se diz.

– Além do mais é outro significado da expressão.

Exemplo:

Não me pagou, ainda em riba, me disse uns nomes feios.

b) Estrofes de Bastinha Job (Academia dos Cordelistas do Crato) e de Patativa do Assaré em
A Triste Partida:

Tá em riba é tá trepado

Aqui no nosso Nordeste

Um termo bastante usado

Na cidade e no agreste

Tô em riba, tô por cima

Trepo no metro e na rima

E não há quem me conteste.

Em riba do carro

Se junta a famia;

Chegou o triste dia,

Já vai viajá.

A seca terrive,

Que tudo devora,

Lhe bota pra fora

Da terra natá.

Catrevagem

a) Origem:
Derivado de Catervagem, de caterva (grupo de pessoas, de animais ou de coisas. De pessoas ordinárias, desordeiras, malta, súcia. Caterva, em latim, eram as hordas dos bárbaros em oposição às legiões romanas. Vergílio emprega também no sentido de esquadrão de cavalaria.

b) Dois sentidos:
– grande quantidade de objetos; sobras de material de construção; sucata; objetos inservíveis. Coisas em desuso, sem serventia. Resto de trecos velhas reunida em determinado lugar.

– Mulher feia, magra, desarrumada, que ninguém quer mais.

Estrofe de Carlinhos Cordel

Descontração, brincadeira

Lá se chama fuleragem

Também algo que não presta

Porcaria ou catrevagem

O Ceará tem cultura

E uma bela linguagem.

Uma questão de grafia

Uma questão de grafia

Emprego dos sufixos – ano e das variantes – iano e eano.

Teoria e exemplos

a) O sufixo – ano forma adjetivos e substantivos e tem o significado básico de
“proveniência, origem, pertença, procedência, relação, partidário, semelhante ou comparável a”. Exemplos: serrano, praiano, baiano, mexicano, petropolitano, franciscano, salesiano, luterano, romano, varzeano, goiano, moçambicano (ou moçambiquenho).

b) O sufixo – ano apresenta duas variantes – iano e eano.
A variante – iano une-se diretamente ao radical ou logo após a queda da vogal temática:

BACHiano – o sufixo ligado diretamente ao radical BACH.

BOCAGiano- o sufixo acrescentado após a queda da vogal temática BOCAGe.

c) Outros exemplos com – iano:
bilaquiano (Bilac); borgiano (Borges); balzaquiana (de Balzac); acriano (Acre); açoriano (Açores); cabo-verdiano (Cabo-Verde); drummondiano (Drummond); freudiano (Freud); machadiano (Machado); rosiano (Rosa); sartriano (Sartre); shakespeariano (Shakespeare); camiliano (Camilo); euclidiano (Euclides); saussuriano (Saussure); ciceroniano (Cícero); chomskiano (Chomsky); veneziano ou venezense (Veneza); nietzschiano (Nietzsche).

Observações:

Palavras que possuem um i no tema (Havaí – havaiano) ou palavras derivadas que têm na última sílaba um e átono apresentam a terminação – iano e nunca – eano (Acre – acriano; Açores – açoriano).
Comparando-se as duas variantes, evidencia-se a desproporcional ocorrência das duas formas. Toma-se
– iano como a forma normal e

– eano como a forma excepcional, usada com menos frequência.

d) Quando se emprega – eano em lugar de – iano:
Somente nas palavras em que no radical ocorrer um e na silaba tônica final ou houver um e na silaba final do radical:

Em Taubaté (taubateano ou taubateense): o e final é tônico;

Em Coreia (coreano): a silaba tônica tem um e na base do radical.

Outros exemplos: Montevidéu = montevideano montevideuense; Guaxupé = guaxupeano ou guaxupeense; Daomé = daomeano; Lineu = lineano; Mallarmé = mallarmeano; Tietê = tieteano ou tieteense; córnea = corneano; traqueia = traqueano; Guiné = guineano (ou guineense); Viseu = viseano ou viseuense; Brunei = bruneano; Bornéu = borneano; Galileu = galileano ou galileense.

e) São frequentes as grafias incorretas acreano; açoreano; shakespeareano;
laplaceano; nietzscheano; borgeano; saussureano sartreano; balzaqueana.

Acento das proparoxítonas.

1) Acentua-se a sílaba tônica de todas as palavras proparoxítonas (palavras que têm a sílaba forte na antepenúltima sílaba). Exemplos:

1) Mônica; fôssemos; límpido; cédula; lâmpada; fôlego; parágrafo; crédito; ótimo; rápido; místico; déficit; superávit (na última sílaba, subentende-se em “t”→ “te” com som “i”” ou → “ti”).

2) Incluem-se às proparoxítonas as palavras terminadas por ditongos crescentes que possuem dupla pronúncia, ainda que seja na fala. Podem-se denominar estas palavras em proparoxítonas eventuais, aparentes, acidentais, mutáveis. Exemplos com terminações em:

ia: distância (s); glória (s); ignorância (s); Sônia;

ie: imundície (s); série(s); espécie(s);

io: lírio (s); vício(s); desperdício.

ua: régua; árdua;

ue: tênue;

uo: vácuo.

ea: área;

eo: espontâneo; argênteo.

oa; → mágoa; nódoa; amêndoa.

3) Proparoxítonas com dupla acentuação gráfica: São assinaladas com acento gráfico todas as palavras proparoxítonas reais ou aparentes, cuja vogal tônica, nas pronúncias cultas da língua, admite variantes (ê, é, ô, ó), portanto com dupla acentuação gráfica: Exemplos:

1) Cômodo, cómodo; gênio, génio; acadêmico, académico; efêmero, efémero; fenômeno, fenômeno; tônico, tónico; Antônio, António; gênero, género; etc.

acentuação gráfica.

Acento das oxítonas e dos monossílabos tônicos.

1) Acentua-se a sílaba forte de todas as palavras oxítonas (palavras que têm a sílaba forte na última sílaba) e todos os monossílabos tônicos terminados por A,E,O, abertos ou fechados, seguidos ou não de “s”. Para memorizar, lembre-se das vogais do vocábulo paletó. Exemplos:

a(s) → maracá (s); dar + lo(s) = dá-lo (s); pá (s); fubá (s); babá (s); babalaô (s); vatapá (s); ananá (s); carajá (s); já;

e(s) → jacaré (s); através; pontapé (s); você (s); fez + la(s) = fê-la (s); pé (s); mercê (s); matiné (s), matinê (s) com (dupla grafia);

o(s) → paletó (s); compôs; avô(s); pôs + lo (s) = pô-lo (s); pó (s); totó (s); cocó (s), cocô (s) com (dupla grafia); jiló (s).

2) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas por EM, ENS, quando tiverem mais de uma sílaba com exceção da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter, vir e seus derivados, que são marcados com acento circunflexo;

em → também; contém; contêm; têm(3ª pes. pl.); alguém; vintém; armazém; além; vêm (vir); convém; contêm;

ens → armazéns; parabéns; vinténs; haréns.

3) Incluem-se às oxítonas as formas verbais em que, depois de A,E,O, se assimilaram R,S,Z ao L dos pronomes LO, LOS, LA, LAS. Exemplos:

amá-la-ás*; sabê-lo; dispô-los; movê-lo-ia; trá-lo-ás*; sabê-lo-emos; dá-la; fá-lo; fá-los; amá-lo-íeis*; fá-lo-

-íamos*; pô-lo-ás. Note-se que o verbo no futuro poderá levar dois acentos.

4) Acentua-se a primeira vogal dos ditongos abertos ÉU; ÉI; ÓI, seguidos ou não de “s” das palavras oxítonas** e dos monossílabos tônicos. Exemplos:

ÉU: céu; chapéu; véu; **

ÉI: anéis; bacharéis; pastéis; **

ÓI: rói; rouxinóis; mói; constrói; herói; dói; Niterói. **

**Nunca nas paroxítonas: ideia; Coreia; hebreia; Galileia; jiboia; paranoico; estreia; europeia; heroico; assembleia.

5) Recebem acento agudo as palavras oxítonas cujas vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo. Exemplos:

1) Piauí, tuiuiús, tuiuiú, Minguaú (lugarejo do Ceará), Mundaú (Rio no Ceará que deu o nome de uma cidade praiana da zona oeste).

6) Recebem acento agudo as palavras oxítonas cujas vogais tônicas i e u são finais, seguidos ou não de s. Ex.:

1) baú; Esaú; saí; atraí (de atrair), caís (de cair); jacuí; Luís; país.

Regência verbal

aborrecer.

V.t.d. No sentido de causar aborrecimento; sentir horror a; detestar; abominar; desgostar; contrariar; repelir com horror. Exemplos:

1) Eu entendo que aborreças tua amada.

2) “O homem deve aborrecer a injustiça.” (CA, DCLP).

V.t.i. Pronome reflexivo, no sentido de ter aborrecimento, enfadar-se, anojar-se, enfastiar-se. Exemplos:

1) “Evidentemente, Virgília começava a aborrecer-se de mim, pensava eu.” (MA, MPBC)

2) “Passa-se um ano, o sedutor aborrece-se da companheira, abandona-a em um quarto de hotel.” (GR, LT in ABHF).

V. int. Causar horror, aversão, tédio, aborrecimento, enfado. Exemplos:

1) “Os seus discursos aborrecem” (CA, DCLP)

2) “Mais dificultoso é aborrecer sem causa, que amar com razão.” (CA, DCLP).

Quando escrever “crê, crer; dá, dar; lê, ler; vê, ver; está, estar; ri, rir”?

Escreve-se com r, quando se pode substituir o verbo em questão por permanecer, oferecer ou sinônimos no infinitivo.
Escreve-se sem r, quando se pode substituir o verbo em questão por permanece, oferece ou sinônimos na 3a pessoa do singular, ou seja, sem r. Exemplos:

1) Ninguém está duvidoso = Ninguém permanece duvidoso.

2) Ninguém pode estar com dúvidas = Ninguém pode permanecer com dúvidas.

3) Ele só dá o que tem = Ele só oferece o que tem.

4) Ele só pode dar o que tem = Ele só pode oferecer o que tem.

5) O homem crê no dinheiro, na fama e na consciência. 6) Crer em ti é uma questão de sobrevivência.

7) Ela lê minha mão como se lesse meu coração.

8) Meus filhos gostam de ler romances.

9) O ser que vê a verdade encontra a paz eterna.

10) Todo mundo ri antes do tempo.

11) Quem quiser rir de mim que o faça à minha frente.

ATENÇÃO! Somente os verbos crê, dê, lê, vê (crer, dar, ler, ver) e seus derivados são escritos na 3a pessoa do pl. com dois “ee” como creem, deem, leem, veem, descreem, desdeem, releem, reveem.

Abortado

Significados:

Que abortou. Produzido antes do tempo. Parido antes da gestação.
Malogrado, frustrado, gorado.
Exemplos:

O negócio foi abortado. O golpe militar foi abortado pelo governo.

Na linguagem nordestina, não é nada disso.

Abortado se chama o indivíduo de sorte, feliz.

Esse cara é um abortado, nasceu com a bunda para a lua.

Estrofe de Anilda Figueredo, da Academia dos Cordelistas do Crato:

Há sujeito que tem sorte

Mesmo um desmantelado

Escapa de endemia

De polícia e delegado

De acidente e perigo

Pois é aí que eu digo:

Só tendo sido abortado!