x ou ch?

Depois de ditongo, geralmente se emprega -x.

Ex.: afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc. Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher), etc e quando -en se junta a um radical iniciado por -ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

abusar demais.

Abusar significa exceder-se no uso de alguma coisa; usar em excesso.

Demais significa excessivamente, em demasia, por isso evite essa tautologia (V.), redundância. Use apenas abusar. Ex:

1) Abusava de perfumes.

2) Abusava da confiança do patrão.

CUIDADO! Nunca use: Abusava demais (…).

Os zeros da redação do Enem

Myrson Lima – Cadeira nº 14 da ACLP

O MEC divulgou o resultado das notas de redação do Enem de 2014: mais de meio milhão de candidatos zeraram a prova; apenas 250 obtiveram nota máxima em um universo superior a seis milhões de alunos (dos 25 mil textos, apenas um recebeu nota mil).

O fato é preocupante e merece reflexão, pois a diferença é significativa, se compararmos com os resultados do Enem nos dois últimos anos.

Em 2012, em 4.113.558 textos, tiraram nota zero um pouco mais de 72 mil candidatos; enquanto mais de dois mil obtiveram a nota máxima. Em 2013, em 5.049.249 textos, houve 106.742 redações anuladas e 481 atingiram os mil pontos. Constata-se, portanto, que em 2014, o número de redações zeradas foi quase cinco vezes maior do que em 2013, em que já vigoravam os atuais critérios de correção.

Alguns questionamentos se impõem. Será que piorou assim tão significativamente o ensino da redação no ensino médio e fundamental nos dois últimos anos? Será que o MEC, na tentativa de corrigir os desgastes dos anos anteriores em que foi frouxa a correção, exagerou na dosagem visando moralizar o processo? Será que se pode atribuir os resultados somente à crônica carência de leitura e à falta de exercícios de produção textual dos alunos? Será que não há em nossas instituições deficiências graves no ensino da redação e na formação de quadro de corretores?

O ministro da Educação, Cid Gomes, foi feliz, ao afirmar, mesmo polidamente, que o tema da redação (Publicidade infantil em questão no Brasil) não foi tão debatido pela mídia e pela sociedade brasileira quanto o de 2013 (Lei seca).

Deveria ter acrescentar que também foi mal formulado com a ambígua expressão “em questão”. Apesar disso, a proposta foi mais pertinente do que o de 2012 em que se criou um factoide ao impor ao candidato a defesa de uma tese sobre um algo irreal, não observado no país “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) está a merecer um “puxão de orelhas” do novo ministro. É preciso que haja critérios mais objetivos e mensuráveis na correção, escolha de temas pertinentes à realidade, diálogo permanente entre o instituto responsável pelo Enem e as escolas, os especialistas e os agentes envolvidos com o ensino da redação. Tais iniciativas contribuiriam para se evitarem flagrantes injustiças e disparates na atribuição das notas e para se atingirem, no final, resultados mais fiéis e confiáveis da atual realidade educacional brasileira.

Myrson Lima (Da Academia Cearense da Língua Portuguesa)

EDITAL 05/2017 – ACLP – VAGA nas cadeiras 13 e 27

ACADEMIA CEARENSE
DA LÍNGUA PORTUGUESA (ACLP)
EDITAL 05/2017

DECLARAÇÃO DE CADEIRAS VAGAS E ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE CANDIDATOS PARA PREENCHÊ-LAS

A ACADEMIA CEARENSE DA LÍNGUA PORTUGUESA (ACLP), conforme o disposto em seu Estatuto, aqui representada por seu presidente Sebastião Valdemir Mourão, declara vagas as cadeiras 13 e 27 e abre inscrições para preenchimento das referidas cadeiras, conforme regulamentação a seguir: 1) Para ser eleito associado efetivo, deverá o candidato a) ser residente e domiciliado no Estado do Ceará; b) ter boa conduta; c) concordar com o Estatuto e com os princípios nele definidos, mediante declaração de que o leu no Site ou Blog da Academia Cearense da Língua Portuguesa: aclp1977.blogspot.com.br; d) haver publicado trabalho de natureza gramatical, filológica ou linguística sobre a Língua Portuguesa ou apresentar produção científica e literária que prime não só pelo ponto de vista da expressão linguística portuguesa, mas também pelo valor científico e criatividade literária, de méritos a serem arbitrados e mensurados por comissão mista instituída pela Academia para esse fim. 2) – A proposta para a admissão de associado será apresentada por 3 (três) associados efetivos entregues no ato da inscrição. 3) – À proposta serão anexados os trabalhos do candidato e seu curriculum vitae. 4) – A proposta terá entrada na Secretaria da ACLP em Fortaleza, no Palácio da Luz, nº 1, Centro, até 20 de setembro de 2017, das 9 às 16 horas. 5) – O candidato proposto apresentará o comprovante bancário de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais), no Banco do Brasil, agência 3296-4, poupança, com variação 51, conta 300.000-1 em nome da tesoureira Giselda de Medeiros Albuquerque ou pagá-la no ato da inscrição. 6) – Deverá preencher, no ato da inscrição, uma ficha e assinar declaração de que se compromete a frequentar anualmente no mínimo 50% (cinquenta por cento) das reuniões ordinárias mensais e solenes, salvo em caso de justificativas por razões de saúde, aprovadas em ata, e a manter as mensalidades em dia, nunca ficando inadimplente por mais de seis mensalidades, sob pena de perda da condição de acadêmico da ACLP, conforme normas estatutárias.

 

Fortaleza, 21 de agosto de 2017.
Sebastião Valdemir Mourão
Presidente da ACLP