Ao confrade Paulo Sérgio Lobão da Costa, no dia de seu aniversário

A Academia Cearense da Língua Portuguesa associa-se, com particular alegria, às homenagens que hoje se prestam ao estimado confrade Paulo Sérgio Lobão da Costa, ocupante da Cadeira nº 39, no transcurso de seu aniversário natalício.
Há homens para os quais a palavra é apenas instrumento de comunicação. Para outros, porém, ela se converte em destino. Paulo Lobão pertence a esta última estirpe. Professor, ensaísta, poeta e estudioso das letras, tem feito da Língua Portuguesa não somente matéria de ensino, mas território de sua vocação intelectual, espaço de convivência humana e expressão de uma vida dedicada à Cultura e à Literatura.
Ao longo de sua fecunda atividade intelectual, tem publicado numerosos ensaios e livros. E, como sucede tantas vezes àquele que longamente convive com a grande literatura, tem incursionado pela poesia com “Palavras Insones”, território em que a palavra já não se contenta em explicar o mundo: deseja recriá-lo.
Na Academia Cearense da Língua Portuguesa, sua presença representa a continuidade de uma tradição que encontra no professor uma das figuras fundamentais da defesa e da permanência do idioma, porque ensinar uma língua não é apenas transmitir regras, explicar sintaxes ou interpretar textos. É conservar uma herança e, simultaneamente, prepará-la para o futuro. Cada verdadeiro professor de Português sabe que, por suas mãos, passam não apenas palavras, mas maneiras de pensar, de sentir e de compreender o mundo.
Neste 8 de agosto, quando Paulo Sérgio Lobão da Costa celebra mais um ano de vida, seus confrades e confreiras da Academia Cearense da Língua Portuguesa lhe manifestamos estima e reconhecimento por uma existência dedicada ao Magistério, à Língua Portuguesa, às Letras e à Cultura.
Há aniversários que contam os anos; outros nos convidam a contemplar o caminho. E, quando se contempla o caminho de um Grande Mestre, não se devem contar somente os livros que escreveu, os cargos que ocupou ou as instituições por onde tem passado. É preciso acrescentar aquilo que nenhuma biografia consegue registrar por inteiro: os milhares de alunos que o ouviram, as inteligências que ajudou a despertar, os livros cuja leitura recomendou, as vocações que acendeu e as palavras que, ditas em sala de aula e na Academia, permanecem.
Essa é a parte invisível — e talvez a mais duradoura — da obra de um mestre genuíno.
Por tudo isso, parabéns, querido confrade Paulo Lobão!
Que Deus lhe conceda saúde, serenidade e muitos anos de vida; que permaneçam vivas a inquietação intelectual, a paixão pelos livros e a alegria de ensinar; e que nunca lhe faltem palavras — essas companheiras de tantos anos — para continuar repartindo conhecimento, cultivando a literatura e servindo à Língua Portuguesa e à Cultura do Ceará.
Receba, neste dia festivo, o abraço afetuoso e fraterno de todos os que fazemos a Academia Cearense da Língua Portuguesa.
Sousa Nunes
Presidente da ACLP