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todos, todas / caçar, cassar

todo(s), toda(s) Todo tem como plural todos que engloba masculino, feminino e LGBTI+, por isso não se deve usar em cumprimentos vocativos numa plateia todos e todas, visto que além de não ter respaldo do uso padrão, ainda discrimina ao excluir os demais, inclusive LGBTI+.  Use apenas todos.

caçar, cassar

  • caçar é fazer caçada; procurar.
  • cassar é anular, revogar (direitos políticos, mandatos, licenças, etc.). São formas homônimas homófonas com mesma pronúncia, mas escrita e significados diferentes: “Os corpos se caçaram num ritual selvagem e só se acharam quando se perderam.” (Carlos Roberto Vazconcelos. Mundo dos Vivos. p. 75, 2008).

Sarau virtual será realizado no Museu da Cultura Cearense em comemoração ao Dia da Consciência Negra

O Museu da Cultura Cearense também vai celebrar o Dia da Consciência Negra, com a realização da apresentação do sarau virtual do coletivo Sarau da B1. O evento acontece nesta sexta (20), às 16h, e será transmitido, com acesso gratuito, pelo canal do Centro Dragão do Mar no Youtube. Viviane Siade, Sabrina Morais, Carlos Melo e o DJ Profeta se apresentam, celebrando a criação dos artistas pretos e a poética das periferias urbanas. 

O sarau foi organizado, lembrando, em protesto, das manifestações recentes de racismo no Brasil e pelo mundo. O Sarau da B1 foi criado pelo grupo Poetas de Lugar Nenhum, e costuma acontecer na pracinha da B1 no Conjunto São Cristóvão, no bairro do Jangurussu. Esta é a 60ª edição do encontro que, tradicionalmente, reúne poesia, música, teatro, capoeira e sorteio de livros. 

Neste dia da Consciência Negra, o sarau traz o repertório criativo de Viviane Siade, fotojornalista paraense, produtora cultural e “arteira”. Ela coordena a biblioteca comunitária da Filó e integra o grupo Batuque de Mulheres. Sabrina Morais é poeta, produtora cultural, atriz e performer. Escritora de temas íntimos, ela faz parte do coletivo de artistas negras “Sarau das Pretas – Pretarau!”. 

 Carlos Melo se autodenomina poeta marginalizado, é estudante de Filosofia e agitador cultural. E o DJ Profeta também é produtor, e participou de apresentações de diversos artistas, como Isabel Gueixa e Impacto Feminino. Ele ainda é coordenador e idealizador da biblioteca comunitária da Filó. 

(Disponível em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/sarau-virtual-sera-realizado-no-museu-da-cultura-cearense-em-comemoracao-ao-dia-da-consciencia-negra-1.3013157)

Arte de rua ajuda a redesenhar a paisagem urbana

Redescobrir, redesenhar a paisagem urbana, por artistas de rua, é uma nova forma de aproveitar a cidade e oferecer um novo olhar a quem está, de alguma forma, confinado.

A arte na rua, aquela que é digna desse nome, traz uma lufada de ar fresco, visual, aos moradores o que faz crescer o interesse por esta forma de expressão. Silvia Poggiani, guia turística, explica que isso ao “__encerramento dos espaços de arte tradicionais, como os museus. A arte de rua oferece a possibilidade, às pessoas, de visitarem a cidade e, ao mesmo tempo, verem algo contemporâneo e moderno que vai mudando todas as semanas, de duas semanas ou num mês”.

E a pandemia de Covid-19 não podia passar ao lado do olhar, da criatividade, dos artistas:

A correspondente da euronews em Roma, Giorgia Orlandi, mostra uma obra a preto e branco – um homem e uma mulher, de máscara, como as usadas contra ataques nucleares, e que tentam beijar-se – explicando que ela é “inspirada na Covid-19”, “feita durante o primeiro bloqueio, em Itália, quando as restrições eram ainda muito rígidas. O artista tomou a decisão de violar as regras de confinamento e foi o único a fazê-lo num aqueduto romano com 2.000 anos”.

O artista, que se autodenomina de Hogre. e que prefere manter o anonimato, disse à euronews que espera que o tema desencadeie uma reflexão mais ampla sobre o que a história nos pode ensinar:

“O passado não é um morto por detrás de um vidro que devemos venerar. Se pudéssemos estabelecer uma relação com ele e compreendermos que ele pertence-nos e nos questionássemos, então o passado não seria apenas “um monte de ruínas”, ele falaria connosco, dando-nos as respostas aos problemas de hoje”.

Responder às perguntas de hoje até porque esta arte está muito mais acessível ao público, principalmente no contexto atual. Stefano Antonelli, curador de arte, explica que “durante o bloqueio, a arte de rua teve a possibilidade de se reencontrar, os artistas expressam-se em nome da __sociedade, pelas mudanças que gostariam de ver na sociedade e como gostariam que ela fosse”.

Para quem a arte de rua é uma forma de vida, o confinamento pode também ser uma oportunidade: “o facto de não haver pessoas por perto mostra as muitas contradições que a cidade guarda dentro de si. Essa é principalmente a insustentabilidade da sua organização ecológica, social e económica, mas é também uma oportunidade para repensar e reinventar a vida na cidade”, diz o artista conhecido por Hogre.

(Disponível em https://pt.euronews.com/2020/11/27/arte-de-rua-ajuda-a-redesenhar-a-paisagem-urbana

Pisa aproveita o confinamento para formar restauradores de monumentos

A Praça dos Milagres, em Pisa, está invulgarmente vazia nestes dias de confinamento.

Os seus famosos e preciosos monumentos pontuam magnificamente na vasta praça sem turistas para os contemplar. Tempo perfeito para proceder a obras de restauro minuciosas até na famosa torre inclinada.

O trabalho dos restauradores, não é o trabalho mais seguro do mundo, mas alguém tem de o fazer.

A torre inclinada de Pisa precisa dos seus elementos externos monitorizados periodicamente e a forma mais fácil de o fazer é estar pendurado de uma corda. Têm de ser verificados os pilares, as decorações, assim como a estabilidade e o risco de queda.

Roberto Cela, Diretor Técnico da Opera Primaziale Pisana, explica o que fazem estes acrobatas pendurados na torre de Pisa: “Aproveitámos este período de confinamento para fazer um curso de formação e um curso de reciclagem: curso de reciclagem para os 2 restauradores que já estavam a fazer esta atividade e curso de formação para alguns jovens restauradores”.

O repórter da Euronews, Luca Palamara, deixa um conselho aos aspirantes a restauradores: “Se pensa em tornar-se restaurador em Itália, porque gosta do conforto de um trabalho minucioso sobre um quadro ou um mosaico, pense bem outra vez. Pode acabar por trabalhar na torre inclinada de Pisa e isso significa voar para cima e para baixo como os verdadeiros acrobatas. E teria de gostar tanto do trabalho como estes tipos”.

Estes 8 técnicos altamente qualificados – 4 mulheres e 4 homens – não precisam de andaimes para trabalhar na torre inclinada, mas precisam de um certo grau de coragem e empenho.

Chiara, uma das restauradoras fala de muita emoção: “O momento de maior adrenalina é quando se sai e se fica pendurado no ar: as emoções são muito fortes. Além disso, pode-se olhar para os monumentos de um ângulo completamente diferente e esta é uma experiência realmente emocionante”.

Mirco Bassi refere o trabalho de equipa: “Pode-se inspecionar uma parte limitada, mas se outra pessoa trabalhar ao nosso lado, então, quatro olhos podem ver melhor do que dois olhos. Além disso, por uma questão de segurança, alguém está pronto para intervir no caso de necessidade de socorro”.

A vista sobre a Praça dos Milagres e sobre a cidade de Pisa do topo da torre é maravilhosa mas para que continue a poder ser observada é preciso que estes especialistas continuem a preservar estes monumentos.

(Disponível em https://pt.euronews.com/2020/12/21/pisa-aproveita-o-confinamento-para-formar-restauradores-de-monumentos)

Lei Aldir Blanc garantirá sobrevivência para produtores culturais da Amazônia

Belém (PA) – A Lei Aldir Blanc está sendo vista como a sobrevivência para milhares de produtores culturais da Amazônia, impossibilitados de trabalhar desde o início das políticas de isolamento social. A previsão é a de que o estado do Amazonas receba R$ 32.021.165,58 e o Pará, R$ 67.641.674,13, segundo documento publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Mas para alguns criativos e fazedores de cultura esse auxílio emergencial chega tarde demais.

A estilista paraense Ulianna Mota, integrante do grupo body positive ManaGorda, morreu de covid-19 em 12 de maio, oito dias depois de Aldir Blanc, o cantor e compositor homenageado na Lei 1075/2020, que prevê ajuda de R$ 3 bilhões a profissionais das artes e do entretenimento em todo o País. Ulianna contou com a ajuda de amigos e a empatia do público que auxiliaram nos gastos com a sua internação, enquanto ainda resistia a um grave quadro de covid-19. Segundo amigos próximos, a estilista faleceu aguardando o pagamento do prêmio emergencial do governo do Pará “Te aquieta fica em casa”. Ela deixa uma filha de 13 anos, uma marca autoral que auxiliava o sustento da família e muitos sonhos.

Aldir Blanc contraiu a covid-19 e precisava de uma UTI. Não fosse por um apelo público e desesperado da família do autor de “O Bêbado e a Equilibrista” teria morrido sem conseguir ser internado. A Lei Aldir Blanc, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e de outros 23 deputados, ainda aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro. O repasse dos valores para Estados, Distrito Federal e municípios deverá ocorrer em um prazo máximo de 15 dias após a publicação da sanção da lei no Diário Oficial da União.

Podem ser beneficiados pela Lei Aldir Blanc, os mestres de cultura popular, artistas, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte. Para os agentes da cultura, a renda emergencial será paga em três parcelas sucessivas no valor de R$ 600. O beneficiado não pode possuir carteira assinada, estar recebendo o auxílio emergencial do governo federal e não tenha recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. Para espaços culturais e pontos de cultura, o benefício mensal poderá ser em até três tipo de cotas de R$ 3.000, R$5.000 a R$ 10.000. Entretanto, o GT da Lei Aldir Blanc está propondo uma cota única, sem distinção. 

Conheça a ACLP

A ACADEMIA CEARENSE DA LÍNGUA PORTUGUESA (ACLP), fundada a 28 de outubro de 1977 e instalada oficialmente a 1º de dezembro do mesmo ano, com sede e foro na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, é uma sociedade simples de caráter cultural e científico, sem fins lucrativos, tem por objetivo o estudo e o aprimoramento da Língua Portuguesa, devendo observar, no desenvolvimento de suas atividades, os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência.

A ACLP constitui-se de 40 (quarenta) associados efetivos e, em número ilimitado, de associados correspondentes, beneméritos e honorários.