Miragem

GISELDA DE MEDEIROS, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 16

Bem sei. O amor chegou, me fez visita.
E me deixou atônita, sem mim.
Chegou qual beduíno que, além, fita
uma miragem, qualquer cousa assim.

E sem pedir licença, foi entrando…
E, se apossando do que havia em mim,
rasgou meu peito, e, assim, foi-se alojando
no espaço acetinado de carmim.

Bendigo-te, ó miragem! Estou vencida!
Podes entrar… é tua esta morada,
onde ainda canta, em cada canto, a vida.

Só uma cousa, amor, eu mais almejo:
ama-me muito, faze-me tua amada,
para que, deusa, eu surja do teu beijo.

S.O.S. Português de A a Z – a, há, “há dez dias atrás”

SEBASTIÃO VALDEMIR MOURÃO, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 19

Use há: 

a) quando indicar tempo decorridopassado;   for equivalente a faz;

b) quando for verbo haver no sentido de existir.

ATENÇÃO! O certo é, então, há dez dias ou dez dias atrás, porque  já quer dizer tempo passado, tempo atrás. Nunca diga há dez dias atrás. Exemplos:

1) Não a vejo há mais de uma semana. = Não a vejo faz mais de uma semana.

2) Há muitos torcedores no estádio. = Existem muitos torcedores no estádio.

3) “Ela faleceu  dez anos!” (Valdemir Mourão. Histórias Contadas no Alpendre. p. 14, 2014).

4) “ mais de cem anos não vem à calçada, desde o tempo em que o acusaram do desaparecimento de crianças na Rua das Flores.” (Pedro Salgueiro. Dos Valores do Inimigo, p.102, 2006).

5)  “Algumas pessoas inda estão presas a antigas crenças como a de que no mundo não  lugar para novas lideranças.” (Assis Almeida. Histórias que Motivam. p.19, 2015).

Use a:

a) quando indicar tempo futuro, tempo  suficiente; indicar distância, medida;

b) quando admitir substituição pelas preposições em ou com.Exemplos:

1) Eu confessarei tudo daqui a dez dias = tempo futuro.

2) Estarei aqui a tempo para assinar o documento = em tempo, com tempo.

3) Minha casa fica a duas quadras daqui =  distância, medida.

4) “Numa dessas paradas, sol quente do meio-dia, vai que o Efrônio avista, a uns duzentos metros da Toyota, um senhorzinho, um “matuto” morador daquela casinha.” (Clauder Arcanjo, Cambono. p. 148, 2016).

5) “No dia seguinte começou o emprego, que ficava a quatro quadras dali, dava até para vir almoçar em casa.” (Carlos Roberto Vazconcelos, Mundo dos Vivos. p. 77, 2008).

6) “O aluno chegou a tempo de fazer a prova.” (Raimundo Evaristo Nascimento dos Santos).

29 de fevereiro de 2020 – ano bissexto

VIANNEY MESQUITA, membro titular da Academia Cearense da Língua Portuguesa – Cadeira nº 37

Mil, dez mil anos não passa de simples
ponto que nos não é dado ver.
SIMÔNIDES DE CEOS. (*Lulis-Ceos, 586 a.t.c. + Agrigento-Itália, 488 a.t.c.).

Depois de 2016, conforme o Calendário Gregoriano, ora vigente na banda ocidental, este ano é o primeiro bissexto, pois hoje, 29 de fevereiro – só ocorrente de quatro em quatro anuênios – significa o fato de que o exercício fluente possuirá 366 dias, ao passo que os três anteriores perfizeram somente 365 períodos de 24 horas.

Ocorreu de amigos e pessoas modestas a mim chegadas, nomeadamente não muito afeitos ao trato literário, me perguntarem, com recorrência, acerca dessa dicção, empregada a miúdo com relação aos poetas e escritores pouco produtivos ou de produção apenas singular, ou seja, “por que Fulano é considerado poeta bissexto?”

Lembro-me de que, em 2012, conforme referido há pouco, penúltimo bissexto sucedido – o derradeiro foi 2016 –  as indagações mais afluíram, de modo que passo a narrar o assunto, evidentemente, sem profundidade científica, louvado apenas no conhecimento do senso comum adquirido à extensão temporal, na vida e na escola, o qual também se encontra à disposição de qualquer pessoa, em obras de referência de domínio público, facilmente acessíveis, como dicionários e enciclopédias.

 Colhi, então, a informação de que, no tempo do Império Romano, sob Caio Júlio César, consoante conta Caio Plínio Segundo, o Velho, o ano vulgar possuía 365 dias. Como o movimento de translação anual da Terra à volta do Sol somente se completa após 365 dias mais um quarto, as seis horas restantes ensejavam divergências entre o ano civil e o moto dos corpos celestes – estrelas, planetas, nebulosas, cometas etc.

Júlio César, então, convocou o astrônomo Sosígenes, de Alexandria, e contratou com ele a solução do problema. O Sábio egípcio, então, decidiu estabelecer que, de quatro em quatro anos, seria acrescentado um dia ao mês de fevereiro, resultado da soma das horas sobrantes de 365 nesses anos. Tal significa dizer que, após um período de 366 dias (bissexto = duas vezes sexto), se seguem três de 365 e um de 366. De tal maneira, não parece correto se dizer que um ano perfaz 365 dias e seis horas, dada a decisão do Astrônomo alexandrino de somar às 18 horas as seis do tempo bissexto para completá-lo, porém, com 366 conjuntos de 24 x 60 minutos.

Curioso é notar o fato de que todos os anos cuja expressão numérica é divisível por quatro são bissextos, com 366 dias, como nos casos de 1.600, 1.200, 800 e 2.000.

Os anos seculares, salvante esses do exemplo e outros cujos dois algarismos iniciais não se expressam como exatamente divisíveis por quatro, não resultam bissextos, razão por que o ano secular de 1.900 não o foi.

Em alusão a essa periodicidade do tricentésimo sexagésimo sexto dia, inventou-se, no Brasil, uma locução, desusada noutras nações lusófonas – poeta bissexto/escritor bissexto.

A palavra bissexto, bemcomootermo bissêxtil, de há muito deixaram de ser neologismos, pois dicionarizados em 1946. Tencionam, então, conotar o estado daquele, particularmente do poeta, dedicado excepcionalmente à literatura, fazendo poucos versos, o que sugere se evocar, em razão dessa escassez de produção, o dia bissexto de fevereiro (29) e os anos bissêxteis.

Ocorre, exempli gratia, com EUCLIDES Rodrigues Pimenta DA CUNHA, celebrado autor nacional das letras, no terreno social, bem como nas áreas histórica e política. O Autor fluminense produziu extraordinárias obras nestas fertílimas searas, internacionalmente conhecidas e acatadas, como, nestes quatro exemplos, Peru versus Bolívia, Contrastes e Confrontos, À Margem da História e o admirável Os Sertões, além doutras de fecunda inspiração e lúcidas ilações.

Euclides da Cunha (*Cantagalo-RJ, 20.01.1866 ; + Rio de Janeiro, 15.08.1909) achou de escrever, em meio às produções do seu gênero, o Soneto sequente, intitulado Dedicatória, que extraí de Os mais Belos Sonetos Brasileiros, livro de Edgard Resende (Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1945):

Se acaso uma alma se fotografasse,/De sorte que nos mesmos negativos/A mesma luz pusesse em traços vivos/O nosso coração e a nossa face …

E os nossos ideais, e os mais cativos/De nossos sonhos … se a emoção que nasce/Em nós também nas chapas se gravasse/Mesmo em ligeiros traços fugitivos …

Amigo! Tu terias com certeza/A mais completa e insólita surpresa/Notando – deste grupo bem no meio

Que o mais belo, o mais forte e o mais ardente/Destes sujeitos é precisamente/O mais triste, o mais pálido e o mais feio.

Muitos dos literatos nacionais fizeram versos assim, bissextamente, conforme disse, certa vez, o intelectual-dentista Ivan César a respeito de meu amicíssimo Antônio Girão Barroso (o Toinho, meu irmão – como o chamava o Magdaleno), “o único poeta dispensado de fazer poesia”. Há alguns livros, especialmente de sonetos (duas estrofes de quatro versos = quartetos; e duas de três = tercetos ou trísticos), enfeixando a produção de poetas bissextos, o mais importante dos quais, pela sua contemporaneidade, é a Antologia dos Poetas Bissextos Contemporâneos, organizada por MANUEL Carneiro de Sousa BANDEIRA Filho.

A produtiva industriosidade neológica brasileira – cearense, nomeadamente – já se serve de estender mais ainda o alcance de bissexto, de maneira que se diz, progressivamente, economista bissexto, administrador bissexto, articulista bissexto advogado, orador, comentarista e até bebedor bissexto; tudo isto sem remissão a fevereiro como o mês em que, por motivo óbvio – de acordo com a invencionice moleque do cearense – a mulher fala menos …

Não é o que ocorre, porém, no Brasil. com os “lavajatos”, que, infelizmente, não são bissextos…

ACLP: confraternização em clima de Natal

Reunindo grande número de participantes, entre acadêmicos e seus familiares, realizou-se nessa quarta-feira, 11, a confraternização natalina da Academia Cearense da Língua Portuguesa. Um jantar, no restaurante Dallas Grill, deu ocasião a sorteios e troca de presentes. Como pano de fundo musical, o jovem Vinicius, filho do acadêmico Marcelo Braga, executou ao violino peças do repertório do Natal. O bate-papo amigo serviu para os companheiros se atualizarem, mutuamente, sobre sua produção intelectual, vida profissional e familiar. Todas as travessuras dos netos foram expostas sobre a mesa. Saíram fortalecidos os laços de amizade.

Segue-se texto elaborado, especialmente para a ocasião, pelo acadêmico Batista de Lima.

Símbolos natalinos – Batista de Lima (Cadeira nº 36)

Os principais símbolos natalinos vêm marcados pelo número três. Começa que pode ser comemorado, de forma triádica, pela manhã, à tarde ou à noite, por homem, mulher e criança, com fé, esperança e caridade. Uma boa oração nessa ocasião faz bem, e pode ser feita de joelhos, sentado ou em pé. Não se deve esquecer do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Tudo, no entanto, deve se iniciar com a Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Ao festejar o nascimento da divina criança, convidar os três reis magos, que, segundo Mateus, eram: o persa Melquior, o indiano Gaspar e o árabe Baltazar, que presentearam ao recém-nascido ouro, incenso e mirra.

Deles surgiu a tradição de bem presentear. De preferência a três pessoas: um familiar, um amigo e um estranho necessitado. A tradição diz que em busca do presépio vieram três pastores. Eram judeus que no campo viram um anjo que lhes indicou o rumo de Belém, onde uma criança muito poderosa acabava de nascer. Chegando lá encontraram a Sagrada Família, os reis magos e três plantas: uma oliveira, uma tamareira e um pinheiro. O pinheiro verificou que só ele não produzia frutos. Apelou para o Criador, que lhe enviou uma estrela, uma lua amarela e um sol nascente.

Jesus foi criado sem usar internet, rádio ou televisão. Nunca se vacinou e chegou aos trinta anos sem fazer biometria, sem usar cartão de crédito e seu viajar à Disney. Não precisou ir ao cinema, não andou de roda gigante, nem tirou carteira de identidade. Viveu com Maria e José e mais ninguém de babá. Brincava com seu primo João, brincadeiras de criança sem usar tablet, smartphone nem computador. Falava o aramaico, lá a fala deles, e não precisou estudar inglês, nem francês nem mandarim. Foi criança, adolescente e rapaz sem torcer por time algum, sem pertencer a facção nem a torcida organizada.

Aos trinta anos, nas bodas de Canaã, fez seu primeiro grande milagre, multiplicando pães e côdeas, transformando água em vinho e reanimou a festa. Aos trinta e três, começou sua vida sacra. Foi vendido por trinta dinheiros, viu Pedro lhe negar três vezes às três da madrugada e foi crucificado ao lado de dois ladrões, ficando as três cruzes perfiladas no alto do Calvário. Às três da tarde deu-se a agonia do corpo. No terceiro dia ressuscitou e depois transfigurou-se ao lado de Elias e Moisés formando um trio no monte Tabor, espargindo luz incandescente. Interessante é que o nascimento ficou no fim do ano, e a morte no começo para provar que a morte é apenas o começo de uma passagem para uma vida maior.

Meus amigos, Natal é cognato de nascer. Nascer e renascer é algo que pode acontecer em qualquer dia. Foi-lhe no entanto dada uma data fixa. E há uma fraternidade que se manifesta maior nesse dia. Cristo nasceu para ser Rei, Sacerdote e Profeta. Todo ano consegue o milagre de transformar as pessoas por algumas horas. Vamos no entanto alongar esse natal anual e mensal, em diário. Vamos presentear sorrisos, apertos de mãos e abraços. Que os sinos toquem hoje, amanhã e depois.

Com tantos anos de sobrevivência dessa tradição natalina, que o momento seja de renovação. É preciso refletir para se saber qual a melhor forma de se renovar. Renovar costumes e práticas dentro da ética, da moral e da devoção. Refletir antes de escolher o caminho a trilhar. É preciso fazer com que o Natal perdure pelo ano inteiro nesse clima de fraternidade. É preciso fazer com que todo dia seja dia de nascimento de novas formas de viver. Que a grande árvore da vida seja enfeitada pelas virtudes e que o exemplo do Cristo Jesus permaneça em vigor no gênero humano. Dominus vobiscum per omnia saecula saeculorum. Dixit.

Dicionário de Gíria do Prof. JB Serra e Gurgel chega à 9ª edição

A biblioteca da Academia Cearense da Língua Portuguesa (ACLP) já incorporou a seu acervo a 9ª edição do “Dicionário de Gíria” do Prof. JB Serra e Gurgel. A obra, com 822 páginas, contém 34.268 verbetes – 268 a mais com relação à 8ª edição. Incluem-se aí 1.171 gírias de Portugal, 247 de Angola e 211 de Moçambique, além daquelas presentes nas redes sociais – muitas em inglês. Ressalte-se que, o primeiro dicionário de gíria brasileira, lançado, em 1912, por Elysio de Carvalho, já incorporava inúmeras expressões argentinas, italianas e espanholas.

Há muita discussão sobre os efeitos das gírias das redes sociais na Língua Portuguesa. Segundo o Prof. Serra e Gurgel, “cada vez mais os brasileiros leem menos e isso contribui para a redução do seu equipamento linguístico”. Considera o autor que “as redes sociais tendem a simplificar, a racionalizar e a efetivar uma intensa transplantação cultural. Há muito tempo que observamos essa transmigração, que, com as redes, foi intensificada, levando alguns especialistas a inferir que teremos uma degradação da língua no curto prazo”.

O Dicionário traz 2.613 verbetes do Rio de Janeiro, 656 do Ceará, 403 de São Paulo, 252 do Distrito Federal, 206 de Minas Gerais, 206 da Bahia, 191 do Amazonas, 110 do Paraná, 109 do Pará, 103 de Goiás, 55 do Maranhão, 46 de Rondônia, 39 de Pernambuco, 37 do Espírito Santo, 32 da Paraíba, 7 de Roraima, 5 do Amapá, 5 de Alagoas e 5 do Acre. Muitos daqueles atribuídos ao Ceará estão presentes em todo o Nordeste.

Dentre as temáticas mais numerosas estão as mulheres (1.645 verbetes), os malandros, o dinheiro, a corrupção, os homossexuais, os ladrões, os maridos traídos, os policiais e os bandidos. Serra e Gurgel revela que o “politicamente correto” não influi no processo de dicionarização, que está bem acima de quaisquer outras considerações e não se submete ao viés da censura.

O AUTOR

JB Serra e Gurgel nasceu em Acopiara/CE, estudou no seminário do Crato e, em Fortaleza, no Colégio Lourenço Filho e Liceu do Ceará. Graduou-se em Ciências Sociais pela UFRJ. Na Capital cearense, trabalhou na Gazeta de Notícias, O Estado e Rádio Dragão do Mar. No Rio de Janeiro, atuou na Última Hora, na sucursal do Diário de São Paulo, com Ibrahim Sued em O Globo, e na TV Globo. Trabalhou no IBC, Embratur e INSS, antes de entrar para o Ministério da Previdência e Assistência Social. Em Brasília, foi professor de Comunicação da UNB e assessor de 15 ministros de Estado, assim como de dois presidentes da República. Começou a elaborar o “Dicionário de Gíria” em 1990, relançando-o, desde então, em sucessivas edições cada vez mais elaboradas.

Contatos com o Prof. JB Serra e Gurgel podem ser feitos pelo e-mail: serraegurgel@gmail.com ou gurgel@cruiser.com.br

ACLP dá posse a novos membros em solenidade comemorativa dos 42 anos

A Academia Cearense da Língua Portuguesa (ACLP) realizou, sexta-feira, dia 22 de outubro, solenidade comemorativa dos 42 anos de sua instalação. Na ocasião, tomaram posse as novas ocupantes das cadeiras nº 23, Profª Ritacy de Azevedo Teles, e nº 33, Profª Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin. Também foi feita a entrega da Medalha Hélio Melo – principal comenda concedida pela ACLP – aos professores Ada Pimentel Gomes Fernandes Vieira, Ênio Silveira e Mário Barbosa Cordeiro.

O acadêmico Paulo Sérgio Lobão, responsável pelo cerimonial, destacou que a Academia, idealizada pelo inesquecível Hélio Melo, se consolidou ao longo dessas quatro décadas, conquistando destaque nacional editando publicações científicas, colaborando para a produção intelectual no campo da linguagem e partilhando saberes numa prática de profunda ascese.

Ao abrir o evento, o Presidente da ACLP, Prof. Teoberto Landim, deu boas vindas e agradeceu a presença dos convidados que lotaram o Teatro Nadir Papi Saboya, no Centro Universitário Farias Brito. Em seguida, dirigiu saudação especial às novas titulares das cadeiras 23 e 33, bem assim aos três homenageados com a Medalha do Mérito Cultural Prof. Hélio Melo. Destacou, ainda, a importância dos dois lançamentos que ocorreriam naquele ato solene – o do 15º número da revista “Vernáculo” e do livro “Poemas do céu e do inferno”, de autoria do Prof. João Soares Lobo, ocupante da cadeira nº 25. Por fim, disse de sua alegria em ver a Academia cumprindo seu papel e ocupando espaço de relevo no cenário cultural cearense.

Após a apresentação das duas novas acadêmicas, missão confiada ao Prof. Vianney Mesquita (cadeira nº 37), o Prof. Teoberto Landim fez entrega do Diploma e do Colar Acadêmico, recolhendo, de cada uma delas, o juramento solene.

Professora Eulália Leurquin.
Professora Ritacy de Azevedo.

Na sequência, o cerimonialista apresentou o currículo resumido das três personalidades distinguidas, este ano, com a Medalha Hélio Melo, comenda que traduz o reconhecimento da ACLP ao mérito intelectual daqueles que empreendem esforços para se construir uma sociedade letrada e humanizada. A Medalha foi, então, entregue, pelo Presidente Teoberto Landim, através do Prof. Sérgio Melo (filho de Hélio Melo), aos professores Ada Pimentel, que se fez representar por sua filha; Ênio de Menezes Silveira; e Mário Barbosa, todos eles acompanhados pelos respectivos padrinhos.

Para apresentar a revista “Vernáculo” e os “Poemas do céu e do inferno”, foi convidado o Prof. Vicente de Paula Júnior, ocupante da cadeira nº 4. O Prof. João Soares Lobo dirigiu breves palavras aos presentes.

Antes de se encerrar a solenidade, o auditório foi brindado com as brilhantes peças de oratória das professoras Eulália e Ritacy. Elas homenagearam os patronos e predecessores na cadeira que passam a ocupar e externaram o propósito de se empenharem pelo crescimento continuado da Academia.

Ao final, o Prof. Teoberto Landim renovou o agradecimento a todos e convidou para o coquetel que seria servido no pátio em frente ao teatro, onde o Prof. Lobo autografou seu livro.